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Prescrição digital veio para ficar, avalia pesquisa

Marcelo de Valécio   15 Junho 2021   3029   Farmácia Clínica
Prescrição digital veio para ficar, avalia pesquisa

Levantamento da Memed, empresa de prescrições digitais, mostra que 93% das farmácias consultadas desejam que o uso da receita on-line continue após o fim da pandemia, revelou a revista Veja.

Na pesquisa, entre os médicos que utilizam a plataforma, a receptividade da prescrição digital foi ainda mais elevada: 100% deles são a favor desse tipo de receita.

O levantamento foi feito entre profissionais da saúde em agosto de 2020 e em maio de 2021. Em ambas as etapas, 94% dos respondentes disseram estar satisfeitos com o serviço. Entre as farmácias, o levantamento foi feito apenas em uma etapa, em agosto.

Ainda segundo o estudo, com relação aos formatos de prescrição que os pacientes têm preferência, foi apontado que 54% preferem receber via WhatsApp, 42%, impressa, 36% por e-mail, 34% via SMS e apenas 11% a querem manuscrita.

“A receita digital é um grande avanço para a medicina, facilitando o acesso à saúde pelos pacientes”, afirma o farmacêutico e professor da pós-graduação em Farmácia Clínica e Prescrição Farmacêutica no ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, Rafael Poloni.

Ele ainda destaca outro benéfico da prescrição on-line. “Com a receita digital, os farmacêuticos e balconistas se beneficiam com prescrições legíveis, reduzindo a possibilidade de erros de medicação por dispensação incorreta, garantindo o tratamento certo e qualidade de vida ao paciente”.

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Prescrição digitalizada não é receita digital

É importante ressaltar a diferença existente entre receita digital e digitalizada, lembra Poloni. “Se a receita foi feita de forma física (em papel, assinada e carimbada) pelo prescritor, ela não se torna digital se for escaneada ou se tirar uma foto dela e enviar por meios eletrônicos. Apenas a receita nascida eletrônica, que possua assinatura digital do prescritor e seja certificada pela ICP-Brasil, é considerada oficial”, salienta o professor.

No ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicou uma nota técnica sobre o tema, em que destacou: “a prescrição eletrônica com assinatura digital não é o mesmo que a prescrição digitalizada – cópia digitalizada de uma receita emitida manualmente. Esta última não pode ser aceita para dispensação de medicamentos controlados e antimicrobianos de acordo com as normativas vigentes”.

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Existem diversos tipos de assinaturas digitais, mas, segundo a legislação brasileira, apenas as certificadas pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP­Brasil) tornam um documento oficial e com assinatura válida.

“No âmbito da ICP-Brasil, a assinatura digital possui autenticidade, integridade, confiabilidade e o não-repúdio. O autor não poderá, por forças tecnológicas e legais, negar que seja o responsável por seu conteúdo”, diz o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), do Governo Federal, que valida os documentos digitais.

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