Skip to main content

Insulina semanal funciona em todos os perfis de pacientes com diabetes, aponta estudo brasileiro

G1   24 Junho 2025   1549   Farmácia Clínica
Insulina semanal funciona em todos os perfis de pacientes com diabetes, aponta estudo brasileiro

Uma revolução no tratamento de diabetes tipo 1 e 2, a icodeca, primeira insulina semanal aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), funciona com mais grupos do que o esperado, de acordo com um novo estudo brasileiro.

“Ampliamos a pesquisa para ver se teríamos variações em pacientes mais gordos, mais magros, com diabetes tipo 1 e tipo 2, mas os resultados foram semelhantes, sem grandes alterações”, conta o endocrinologista Luis Henrique Canani, um dos responsáveis pelo estudo, em entrevista ao Metrópoles.

A pesquisa foi apresentada no último final de semana no congresso da Associação Americana de Diabetes (ADA, na sigla em inglês), que acontece em Chicago, nos Estados Unidos.

 Receba nossas notícias por e-mail: Cadastre aqui seu endereço eletrônico para receber nossas matérias diariamente

A icodeca foi desenvolvida a partir de uma modificação química nas moléculas da insulina basal, permitindo que a substância permaneça ativa no organismo por sete dias. O novo tratamento promete reduzir as aplicações anuais de 365 para 52, simplificando a vida de pacientes com diabetes tipo 1 e 2.

Ainda segundo o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Núcleo de Pesquisa do Rio Grande do Sul (NPCRS), em casos específicos, será possível deixar de lado até mesmo a utilização da insulina antes das refeições. “Dependendo da avaliação do paciente e do tipo de diabetes, manter apenas a aplicação semanal é uma realidade”, afirma.

Publicidade

Insulina semanal no Brasil

Desenvolvida pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, mesma produtora do Ozempic e do Wegovy, a insulina semanal ainda não tem data para chegar ao Brasil. Apesar de já ter sido aprovada pela Anvisa, a expectativa era para o início da comercialização no segundo semestre deste ano, mas deve ficar para 2026.

Fontes da farmacêutica afirmam que o remédio só deve ser disponibilizado no Brasil quando for possível contemplar a demanda dos brasileiros pelo medicamento.

Participe também: Grupos de WhatsApp e Telegram para receber notícias

Estudo revela que Mounjaro altera sinais cerebrais ligados ao prazer e ao impulso de comer

Um estudo publicado nesta segunda-feira (17) na revista Nature Medicine revelou…

Pensar em efeitos colaterais contribui para que eles apareçam, indica estudo

Pesquisadores do Imperial College London e médicos do Imperial College Healthca…

Vacina contra coronavírus deve ficar pronta no final de 2020

De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), divulgados no domingo (10/05)…

Vacina contra o coronavírus está em fase de testes finais

Uma nova vacina, que poderá ser usada no combate ao novo coronavírus chegou aos…

Identificadas 6 novas variantes do coronavírus no Tocantis

Pesquisadores de universidades federais do Tocantins encontraram seis variantes…

Pesquisa descobre nanopartícula que aumenta em até 10 vezes a eficiência de antibióticos

Cientistas brasileiros conseguiram desenvolver uma nanopartícula que ao ser inj…

Medicamento que modifica DNA paralisa progressão de tumores

Uma pesquisa desenvolvida por cientistas do Instituto do Câncer Infantil (ICI)…

No Dia Mundial contra o tabagismo, destacamos papel do farmacêutico na prevenção e no tratamento

Instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o Dia Mundial sem Tabaco, c…

Nova classe de medicamentos para insônia chega ao Brasil e disputa espaço com zolpidem

Uma nova classe de medicamentos para o tratamento da insônia começa a avançar n…

USP busca voluntários para testar vacina contra HIV: saiba como participar

A Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) está em busca de v…