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Covid-19: vacina poderá custar até R$ 225

Marcelo de Valécio   28 Setembro 2020   5274   Farmácia Clínica
Covid-19: vacina poderá custar até R$ 225

Os laboratórios começam a estudar o preço de suas vacinas contra o novo coronavírus. Analistas de mercado avaliam que os valores partem de US$ 3 (R$ 16) e chegam a perto de US$ 40 (R$ 225). Tudo vai depender da quantidade de vacinas em teste que se mostrarem eficazes e dos acordos com os países para que o preço seja definido.

Atualmente, 11 candidatas a vacina contra o novo coronavírus estão na fase 3 de estudos clínicos, que avalia a eficácia e a segurança do produto em milhares de pessoas. Das empresas que estão envolvidas na corrida para fabricar o imunizante, a maior parte delas têm ampla capacidade de produção.

Os preços das vacinas contra a Covid-19 podem ficar com valores muito baixos se todos os tratamentos em testes clínicos se revelem eficazes, aumentando a oferta. Laboratórios como Moderna, Pfizer, BioNTech, Johnson & Johnson, Novavax e AstraZeneca estão prometendo fabricar bilhões de doses. A GlaxoSmithKline (GSK), Merck (MRK) e Sanofi também desenvolvem a vacina, todas companhias com alta capacidade de produção, conforme revelaram a agência Dow Jones Newswires e o Valor Econômico.

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Há grande diversidade de preços, apurou a Dow Jones. A Moderna – que recebeu US$ 483 milhões (R$ 2,7 bilhões) do governo norte-americano para o financiamento das pesquisas e desenvolvimento da vacina – tem acordo de vendas que chega perto de US$ 40 (R$ 225) por dose, mas analistas avaliam um valor de US$ 20 (R$ 112) em seus modelos financeiros.

Já Pfizer e BioNTec firmaram um contrato de US$ 1,95 bilhão com o governo norte-americano para fornecer 100 milhões de doses de sua vacina, o que equivale a um custo de US$ 19,5 dólares (R$ 109) por dose, segundo apurou a revista Veja. O imunizante da empresa de biotecnologia Novavax, tem um custo aproximado de US$ 16 (R$ 89) por dose para os Estados Unidos.

A dose da AstraZeneca deverá custar em torno de US$ 3 dólares (R$ 16 reais), considerando o acordo com governo dos Estados Unidos e a União Europeia. No caso da AstraZeneca, pesa a decisão de abrir mão dos lucros com as vacinas durante a pandemia, posicionamento que também foi tomado pela norte-americana Johnson & Johnson.

O imunizante da Johnson & Johnson, que recebeu US$ 456 milhões (mais de R$ 2,5 bilhões) da Casa Branca e acaba de chegar à fase 3 de testes clínicos, custará, em média, US$ 10 (R$ 56) no acordo com o governo norte-americano.

Na Europa, a Sanofi fechou um acordo por cerca de US$ 12 (R$ 67) a dose. Em média, os países da União Europeia pagarão 2,20 libras por dose da vacina (R$ 15 reais), revelou o Daily Mail.

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Em pese essas especulações, no momento, não há previsão de preço ao consumidor final, mesmo porque não existe ainda definição de como será a distribuição da vacina. Assim, a maior parte dos valores definidos até o momento são baseados em acordos com governos específicos.

Esse componente, aliás, é outro fator que vai pesar sobre o preço final dos produtos, uma vez que os governos realizaram investimentos importantes. No Brasil, o Governo liberou R$ 1,5 bilhão para a compra da vacina de Oxford, e o acordo prevê a transferência de tecnologia para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), conforme a Veja.

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