Skip to main content

Coronavírus: os cuidados na atenção farmacêutica em farmácias

Marcelo de Valécio   08 Abril 2020   8283   Farmácia Clínica
Coronavírus: os cuidados na atenção farmacêutica em farmácias

A pandemia provocada pelo novo coronavírus alterou a rotina dos estabelecimentos farmacêuticos. Além da disponibilidade de álcool em gel para funcionários e clientes, as farmácias têm promovido alterações no atendimento. Para evitar aglomerações no interior das lojas, as filas são feitas do lado de fora, e os clientes vão entrando conforme o fluxo. Em boa parte, os funcionários usam máscaras e luvas.

Vale observar que as farmácias, pela sua capilaridade e distribuição geográfica, e o farmacêutico, pela sua competência e disponibilidade, representam frequentemente a primeira possibilidade de acesso ao cuidado em saúde, como destaca o Conselho Federal de Farmácia (CFF).

Em tempos de pandemia, pacientes potencialmente infectados poderão procurar antes o atendimento nas farmácias. Nesse cenário, as equipes devem estar aptas a acolher, identificar, avaliar, orientar e encaminhar o paciente ao sistema de saúde, quando for necessário.

Compilamos abaixo algumas recomendações do Ministério da Saúde (MS) que os farmacêuticos devem seguir para o melhor atendimento às necessidade dos pacientes considerando os impactos da disseminação do coronavírus.

Atendimento e anamnese

O manejo clínico e as orientações dadas aos usuários diferem de acordo com as condições de risco e do estado de gravidade de cada situação. Os casos de risco envolvem determinados grupos que podem apresentar maior taxa de letalidade ou maior perigo para o desenvolvimento de complicações, devendo ser dada prioridade de atendimento a eles.

Atendimento individualizado – Deve-se seguir o protocolo para casos suspeitos, realizando a anamnese do paciente a fim de conhecer seus sintomas, história recente e gravidade do quadro. É importante que todos os funcionários da farmácia sejam treinados para seguir rigorosamente as recomendações de atendimento nesses casos, repassando ao farmacêutico as necessidades mais urgentes.

Pessoa com sintomas leves de infecção respiratória – Nesses casos deve-se orientá-la a ir para casa, permanecer isolada e tomar medidas de autocuidado. Se por algum motivo ela não possa fazer isso por conta própria, deve-se procurar suporte de atendimento médico imediatamente para avaliação.

Indivíduos com sintomas suspeitos – Toda pessoa identificada com sintomas de infecção respiratória deve ser encaminhada para uma área isolada, bem ventilada e deve ser atendida pelo farmacêutico, devidamente paramentado com máscara e luvas. Dependendo da análise do profissional, o paciente deve ser encaminhado a um serviço médico.

Receba nossas notícias por e-mail: Cadastre aqui seu endereço eletrônico para receber nossas matérias diariamente

Pessoa com sintomas moderados e graves de infecção respiratória – Todos aqueles que apresentarem sintomas que indiquem maior gravidade, principalmente febre alta persistente há dias e dificuldade em respirar, devem ser encaminhados imediatamente ao médico. O Ministério da Saúde recomenda que essas pessoas sejam atendidas na atenção primária à saúde ou em unidades de pronto atendimento, evitando-se o encaminhamento direto para hospitais.

Indivíduos acima de 60 anos ou portadores de doenças crônicas – Mesmo aqueles com sintomas leves devem ser orientados a se dirigirem para atendimento médico.

Medidas de proteção nos estabelecimentos – Se um usuário entrar na farmácia com sintomas respiratórios recomenda-se oferecer a ele máscara ou, na falta dela, lenço de papel descartável. Orientar aquele que não possua máscara que, ao tossir e espirrar, cubra o rosto com o lenço ou com o próprio cotovelo para evitar a disseminação do vírus. Manter distância de, no mínimo, um metro ao conversar com ele. Solicitar aos demais clientes que mantenham a mesma distância do paciente.

Publicidade

Como identificar o paciente suspeito de Covid-19 – sinais e sintomas de gravidade

É de extrema importância a orientação ao paciente, especialmente aquele em isolamento domiciliar, quanto aos sintomas de gravidade, uma vez que o próprio usuário precisará reconhecer a presença de qualquer sinal de alerta, retornando imediatamente à unidade de saúde. Os sintomas podem incluir déficits no sistema respiratório, cardiovascular ou neurológico, como pode ser observado abaixo:

Adultos

  • Falta de ar ou dificuldade para respirar
  • Ronco, retração sub/intercostal severa
  • Cianose central
  • Saturação de oximetria de pulso (>95% em ar ambiente)

Crianças

  • Falta de ar ou dificuldade para respirar
  • Ronco, retração sub/intercostal severa
  • Cianose central
  • Batimento da asa de nariz
  • Movimento paradoxal do abdome

Casos suspeitos precisam ser notificados ao MS

De acordo com o Ministério da Saúde, é mandatória a notificação imediata de casos suspeitos de síndrome gripal. Eles devem ser incluídos na plataforma e-SUS VE (Vigilância Epidemiológica).

Além da notificação, as informações de todos os pacientes com síndrome gripal devem ser registradas no prontuário para possibilitar a longitudinalidade e a coordenação do cuidado, assim como para a realização de eventual investigação epidemiológica e posterior formulação de políticas e estratégias de saúde.

Para efetivar a notificação na plataforma do SUS o Departamento de Informática do órgão tem uma página de suporte ao notificador no portal do DATASUS: https://datasus.saude.gov.br/esusve/ Nela há um passo a passo de como deve ser incluída a notificação – que varia desde como efetuar o cadastro de novo usuário até a efetivação do apontamento.

Participe também: Grupo de WhatsApp para receber notícias farmacêuticas diariamente

Obrigado por apoiar o jornalismo profissional

A missão da Agência de notícias do ICTQ é levar informação confiável e relevante para ajudar os leitores a compreender melhor o universo farmacêutico. O leitor tem acesso ilimitado às reportagens, artigos, fotos, vídeos e áudios publicados e produzidos, de forma independente, pela redação da Instituição. Sua reprodução é permitida, desde que citada a fonte. O ICTQ é o principal responsável pela especialização farmacêutica no Brasil. Muito obrigado por escolher a Instituição para se informar.

Covid-19: 18% dos pacientes têm problemas mentais após a infecção

Por meio de uma nova pesquisa, cientistas da Universidade de Oxford descobriram…

Medicamento para hipertensão reduz risco de morte em pacientes com Covid-19

Pesquisa da American Heart Association (AHA) relacionou o tratamento da hiperte…

Um brasileiro na linha de frente da vacina de Oxford

O pesquisador Pedro Folegatti, (foto), está à frente dos ensaios clínicos da va…

Venda ilegal de Venvanse invade a Faria Lima

Vendido pelo dobro do preço no mercado ilegal e usado para melhorar foco, Venva…

Alerta: cientistas identificam mil casos com nova variação do coronavírus

Cientistas do Reino Unido identificaram um novo tipo de variação do coronavírus…

Nanopartículas podem revolucionar o tratamento de doenças como Alzheimer

Cientistas canadenses desenvolveram um novo método que usa nanopartículas para…

Quem já teve dengue tem maior risco de desenvolver sintomas da Covid-19

Um recente estudo divulgado na revista Clinical Infectious Diseases sugere que…

Entenda quais fatores podem estar associados às variantes da Covid-19

A preocupação com o surgimento das variantes do coronavírus tem feito cientista…

Oxford estuda criar vacina contra Covid-19 em pílula e spray

Os pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, que desenvolveram va…

Covid-19: Estados brasileiros investigam casos suspeitos da variante perigosa indiana

Originária da Índia, a variante B.1.617 do novo coronavírus (Sars-CoV-2 ) é con…