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Coronavírus leva 30 dias ou mais para desaparecer do corpo, revela estudo

Wandy Ribeiro   03 Setembro 2020   6859   Farmácia Clínica
Coronavírus leva 30 dias ou mais para desaparecer do corpo, revela estudo

Um estudo realizado por cientistas italianos, publicado nesta quinta-feira (03/09), gerou grande impacto e preocupação nas autoridades em saúde. O artigo divulgado no British Medical Journal revela a hipótese de que o novo coronavírus (Covid-19) possa permanecer por 30 dias, em média, no organismo da pessoa infectada ou até por mais tempo.

A pesquisa, realizada por cientistas da região de Emilia-Romagna, na Itália, acompanhou 1.182 pessoas que testaram positivo para o novo vírus entre 26 de fevereiro e 22 de abril de 2020. Durante todo o período da análise, os pacientes foram submetidos aos testes para detecção da doença três vezes em um intervalo de quase 40 dias.

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Os resultados mostraram que 60,6% dos infectados levaram, em média, entre 30 dias, desde o diagnóstico, a 36 dias, depois dos primeiros sintomas, para eliminarem o vírus por completo do corpo. A pesquisa também sugere que houve uma leve alteração no número de dias, que está relacionada à faixa etária.  

Nesse sentido, pacientes abaixo dos 50 anos eliminaram o novo coronavírus em 35 dias do organismo. Já pessoas acima de 80 anos precisaram de, em média, 38 dias para se livrar da Covid-19.

Com base nos resultados, a pesquisa emite um alerta sobre o fato de que a ciência ainda não tem dimensão do quanto pode ser infeccioso o paciente com o coronavírus em meio à fase de recuperação.

Falso negativo

Outro detalhe importante observado no estudo é que ao testar os pacientes diversas vezes durante a fase de recuperação, os pesquisadores constataram que a taxa de testes com resultados falsos negativos é relativamente alta no início da infecção por Covid-19. Segundo os cientistas, em média, ocorreram um falso negativo a cada cinco exames realizados.

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Casos curiosos

Recentemente, o caso de uma brasileira que ficou infectada pelo novo coronavírus por cinco meses sem apresentar sintomas também gerou repercussão. A história foi revelada por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sendo considerado como o maior período já documentado de infecção pela Covid-19 em todo o mundo.

A pessoa, que não teve sua identidade revelada, foi identificada como 'paciente número 3'. As únicas informações divulgadas sobre a mulher são que ela é profissional de saúde e mora no Estado do Rio de Janeiro. Em março de 2020, ela foi diagnosticada com a doença, apresentou sintomas leves por três semanas e não ficou internada.

Contudo, testes posteriores revelaram que mesmo após passar os sintomas leves ela continuou com o vírus ativo no organismo. "Essa mulher viveu cinco meses com o coronavírus. O caso dela foi descoberto, porque ela é uma profissional de saúde, mais atenta para o risco de transmissão e desde cedo participou do estudo. Mas suspeitamos que a persistência não é rara. Pode haver muita gente assim, e isso ajuda a explicar por que a circulação do coronavírus continua a se manter", comentou uma das cientistas que participou do estudo, Luciana Costa, segundo O Globo.

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