CRF-SP defende regulamentação dos técnicos em farmácia

CRF-SP defende regulamentação dos técnicos em farmácia

Após a polêmica matéria veiculada pelo programa Fantástico da rede Globo, exibida no último domingo (16/05), que trouxe denúncias sobre a prática de “empurroterapia” em estabelecimentos farmacêuticos por parte de balconistas, o Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) se manifestou sobre o assunto, defendendo a regulamentação de técnicos de farmácia, bem como já acontece em outras categorias profissionais, como no caso de enfermeiros, por exemplo, que necessitam de especialização e registro em entidades, mesmo em caso de atuação técnica ou auxiliar.

De acordo com a entidade de classe, farmácias contam com a atuação de balconistas, que nem sempre possuem sequer formação técnica na área da saúde, por isso, infelizmente, esses profissionais “não respondem eticamente pelos atos irregulares que praticam por não estarem inscritos no Conselho de Farmácia, colocando em risco a população”.

“Por esse motivo, o CRF-SP defende a regulamentação dos técnicos em farmácias, com a devida inscrição nesta entidade, para que possam ser fiscalizados e estejam sujeitos às normas éticas, além de terem uma formação básica necessária para trabalhar com medicamentos”, defendeu o órgão, por meio de nota publicada em seu portal oficial.

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A reportagem do Fantástico mostrou que laboratórios farmacêuticos pagam comissões de até 30% e dão viagens internacionais para que balconistas de farmácias indiquem medicamentos e vitaminas aos clientes desses estabelecimentos. Segundo o G1, durante um ano, uma equipe da RBS TV examinou 12 mil páginas de processos e localizou balconistas e ex-gerentes que confirmaram a prática em Brasília, Rondônia, Pernambuco, Rio de janeiro e cidades do Rio Grande do Sul e interior de São Paulo.

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Sistema de genéricos

Ainda de acordo com a matéria, essa prática tem sido ainda mais intensa em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), em que a demanda por determinados medicamentos está em alta. Nesse sentido, o programa revelou que haveria um sistema de comissão em cima da venda de genéricos, com maior margem de lucro pela comercialização dessa classe de fármacos.  

Em entrevista ao programa, o farmacêutico e professor da pós de Farmácia Clínica e Prescrição Farmacêutica do ICTQ - Instituto de Pesquisa Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, Eduardo Abreu, esclareceu que o problema não é indicar a substituição de um produto por outro genérico.

“Apontar um produto, conversar com o cliente, não está errado. O errado está em forçar a barra ou usar técnicas de persuasão para manipular a decisão do cliente, em proveito próprio, para gerar mais benefício para si, em vez de gerar mais saúde ao paciente”, esclareceu Abreu, na reportagem.

Nesse sentido, vale reforçar que a substituição do medicamento prescrito pelo genérico correspondente é permitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já que ambos têm o mesmo princípio ativo. Contudo, o órgão regulador esclarece que "somente pode ser realizada pelo farmacêutico responsável pela farmácia ou drogaria e deverá ser registrada na prescrição médica".

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