Covid-19: Exército para produção de cloroquina por falta de insumos

Covid-19: Exército para produção de cloroquina por falta de insumos

Exaltada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, como a principal opção de cura para a Covid-19, a cloroquina teve sua produção paralisada, por falta de insumos, no laboratório do Exército brasileiro. Não há previsão de quando a situação irá se normalizar.

De acordo com o Centro de Comunicação Social do Exército, ainda não foram recebidos os insumos, “assim como não há previsão para que isso aconteça, pois o processo de aquisição está em análise na Consultoria Jurídica da União, no Rio de Janeiro (RJ)”.

Com o arrefecimento do entusiasmo do presidente pela droga, somada à dificuldade de oferta no mercado internacional de insumos farmacêuticos, o Exército redirecionou seus planos em relação à cloroquina.

Inicialmente, o Ministério da Defesa divulgou que produziria 1 milhão de comprimidos por semana, como informou a Folha. Agora, segundo o Centro de Comunicação Social do Exército, a previsão de produzir, após o recebimento dos insumos, 1,75 milhão de comprimidos no total. Podendo aumentar somente se houver demanda.

Uso de cloroquina envolve riscos elevados

Na visão do professor titular do Departamento de Bioquímica e Imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e membro da Comissão Científica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Mauro Teixeira, o risco de tomar uma droga como a cloroquina é imenso. “A hidroxicloroquina, por exemplo, pode causar anemia hemolítica e matar. Essa droga é para quem tem malária e doenças autoimunes, como artrite reumatoide e lúpus. Seu uso precisa de acompanhamento médico”, disse o professor ao jornal O Globo. Ele afirma que apenas em casos extremos a droga está sendo empregada contra a Covid-19. “Porque são pessoas para as quais não há mais opção e estão à beira da morte. Para elas, o benefício é maior do que o risco”.

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O presidente de um dos maiores hospitais privados do País, Sidney Klajner, do Albert Einstein, também defende parcimônia na utilização da cloroquina no tratamento da Covid-19. O medicamento é visto com cuidado, pois ainda não há provas contundentes sobre a eficácia da droga para combater a infecção pelo novo coronavírus. “A evidência científica não é robusta o suficiente”, salienta Klajner.

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