Medicamento reduz 79% risco de forma grave da Covid-19, revela estudo

Medicamento reduz 79% risco de forma grave da Covid-19, revela estudo

Pesquisadores da Universidade de Southampton, no Reino Unido, revelaram que o medicamento SNG001 foi capaz de bloquear a ação do novo coronavírus (Covid-19) e reduzir 79% o risco de desenvolvimento da forma grave da doença, em um estudo realizado com 101 pacientes.

O fármaco experimental não é desconhecido no meio científico, pois, já vinha sendo utilizado, por meio de inalação, para análises em pacientes com asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e com outras infeções pulmonares. 

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No estudo, os pesquisadores concluíram que os pacientes que receberam um tratamento com o medicamento tiveram duas vezes mais chances de se recuperar da infecção do que aqueles que tomaram um placebo. 

Inclusive, durante a pesquisa, três pacientes que receberam o placebo faleceram, enquanto nenhum do grupo que foi medicamento com SNG001 morreu.  

Cautela  

O medicamento experimental é uma apresentação inalada de interferon beta, desenvolvido pela empresa farmacêutica Synairgen, e foi administrado em pacientes internados com Covid-19, que necessitavam de tratamento com oxigénio. No entanto, é preciso cautela, pois, análise foi realizada com um grupo pequeno de pessoas e ainda não teve revisão de pares. 

"Os resultados confirmam nossa crença de que o interferon beta tem um enorme potencial como tratamento inalatório para restaurar a resposta imune dos pulmões, melhorando a proteção, acelerando a recuperação e combatendo o impacto do vírus Sars-CoV-2", declarou o professor de medicina da Universidade de Southampton, Tom Wilkinson. 

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Estudos recentes 

Na sexta-feira (17/07), os resultados de um estudo feito por pesquisadores britânicos sobre o medicamento dexametasona foram publicados e confirmaram os benefícios da substância no tratamento de pacientes com Covid-19, que estejam submetidos à ventilação mecânica. Contudo, os testes também revelaram um alerta sobre possíveis danos à saúde das pessoas hospitalizadas, caso a substância seja administrada precocemente. 

A pesquisa, publicada no New England Journal of Medicine, avaliou 2.104 pacientes internados, que receberam, diariamente, seis miligramas do medicamento, durante 10 dias. Paralelamente, outras 4.321 pessoas apenas fizeram outro tratamento usual. Ao final da análise, a taxa de mortalidade entre os dois grupos de pacientes submetidos a terapias diferentes foi comparada, depois de 28 dias. 

No caso dos pacientes que estavam sob ventilação mecânica e receberam a dexametasona a taxa de óbitos foi de 29,3%, enquanto o outro grupo que recebeu o tratamento usual foi de 41,4%. Nesse sentido, o estudo revela que o medicamento foi responsável por uma redução de 29% da mortalidade daqueles pacientes (matéria completa aqui).

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