Farmácia vende antidepressivo no lugar de antialérgico e criança se intoxica

Farmácia vende antidepressivo no lugar de antialérgico e criança se intoxica

Uma farmácia de Santiago, no Chile, vendeu aos pais de um garoto de 8 anos um antidepressivo em vez de um medicamento antialérgico, que foi prescrito pelo médico. Criança teve diversos sintomas adversos. Estabelecimento confirmou o erro e pediu desculpas aos pais, revelou o jornal Metro.

O caso aconteceu no último dia 25 de setembro e revoltou a família do garoto. O pai do menor foi até uma unidade de uma conhecida rede de farmácias no Chile para comprar um medicamento para rinite alérgica, receitado por um especialista. Equivocadamente lhe entregaram um antidepressivo.

Em entrevista ao jornal chileno T13, Carolina Morales, a mãe da criança, explicou que após cerca de três dias ministrando o medicamento – essa era a primeira vez que o utilizavam –, começou a perceber alguns sintomas adversos no garoto, como coceira, febre, a boca adormecida e falta de apetite.

Percebendo que havia algo de errado, a mãe resolveu analisar o conteúdo da caixa e ler a bula, quando viu que se tratava de um antidepressivo. No lugar do medicamento Bilidren, entregaram ao pai o Brintellix. Desesperada, Carolina procurou por um psiquiatra.

“Quando vi que era um antidepressivo, quase me deu um ataque. Tive a sorte de ligar para um psiquiatra e ele me disse que poderia ser que o garoto tivesse vômito, diarreia ou perda de equilíbrio”, contou a mãe.

Segundo o jornal chileno, a receita havia ficado retida pela farmácia, mas na nota fiscal da compra é possível ver que de fato havia sido vendido o medicamento antidepressivo.

O pai também buscou a farmácia, que pediu desculpas pelo ocorrido e confirmou o erro, atribuindo-o à uma falha humana. A rede de farmácias não quis se pronunciar oficialmente sobre o caso. Já os pais da criança pensam na possibilidade de abrir uma ação judicial contra o estabelecimento de saúde.

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Intoxicação por medicamentos no Brasil

Nos registros do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), acontecem anualmente no Brasil aproximadamente 80 mil casos de intoxicação, sendo 34% deles são provocados por medicamentos.

Segundo avaliação dos profissionais de saúde, a proliferação de usuários adultos intoxicados por medicamentos resulta do consumo excessivo, da falta de conhecimento das contra-indicações e principalmente da automedicação, considerada a mais subnotificada.

Nas estatísticas, as principais causas das intoxicações medicamentosas, os acidentes individuais predominam (32,7%), seguidos das tentativas de suicídio (32,6%), uso terapêutico (21,5%), erro de administração (5%) e automedicação (3,4%).

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Os especialistas destacam, contudo, que esses dados representam os casos notificados ao sistema, mas não expressam necessariamente todas as ocorrências no Brasil, pois sempre há a possibilidade de subnotificação ou notificação incorreta.

“A automedicação, por exemplo, fica em quinto lugar entre as principais circunstâncias de intoxicação por medicamentos. É importante observar que as pessoas têm vergonha em admitir que sua intoxicação foi decorrente de automedicação. Preferem afirmar que se tratou de um acidente”, revela a pesquisadora, doutora em Saúde Pública e coordenadora do Sinitox, Rosany Bochner.

Estudo realizado pelo ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico em 2018 demonstrou que 79% das pessoas com mais de 16 anos admitem tomar medicamentos sem prescrição médica ou farmacêutica. O percentual é o maior desde que a pesquisa começou a ser feita pelo ICTQ. Em 2014, 76,2% diziam automedicar-se e em 2016, 72%.

Veja na íntegra a pesquisa sobre automedicação no Brasil.

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