CORONAVÍRUS: CFF quer estagiários, estudantes de farmácia, na linha de frente

CORONAVÍRUS: CFF quer estagiários, estudantes de farmácia, na linha de frente

Na quinta-feira (19/03) o Conselho Federal de Farmácia (CFF) se reuniu com o Ministério da Saúde (MS) para definir uma parceria entre as farmácias, farmacêuticos e o Governo Federal, visando o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). 

Na reunião, foram debatidos cinco problemas que o País está enfrentando e, no mesmo dia, o CFF encaminhou ao MS um documento com sugestões de como a entidade e a categoria podem contribuir na solução de cada um deles, bem como os desafios a serem vencidos para isso. Também foi tratado sobre a possibilidade de os estudantes de Farmácia atuarem como estagiários em locais de atendimento aos pacientes afetados pelo novo coronavírus.

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O presidente do CFF, Walter da Silva Jorge João, destacou que farmácias com e sem manipulação, incluindo as universitárias, laboratórios de análises clínicas e de farmacotécnica das universidades, além dos farmacêuticos que atuam nas farmácias comunitárias, podem, respeitando suas áreas de atuação, colaborar na preparação de álcool em gel, na coleta de amostras e na realização de testes RT-PCR na vacinação e, principalmente, podem ajudar no atendimento aos pacientes, minimizando a sobrecarga nos serviços de saúde.

No entanto, o presidente foi incisivo quanto à necessidade de garantia de equipamentos de proteção individual (EPIs), e da adequação de normativas para o respaldo legal aos profissionais envolvidos.

Redes proíbem uso de EPI para não assustar clientes

Após um artigo de opinião ter sido publicado no portal de conteúdo do ICTQ, centenas de farmacêuticos começaram a se manifestar, por meio das redes sociais e também por mensagens privadas, dando depoimentos, principalmente, com relação à falta de equipamentos de proteção individual (EPI) nos estabelecimentos onde trabalham. A maioria afirma que as farmácias impedem o uso de máscaras para não assustar os clientes.

O artigo é intitulado Coronavírus: Farmacêuticos devem receber por insalubridade e trabalhar com EPI e defende que os farmacêuticos fazem parte de um grupo de risco de contato e contágio pelo coronavírus (Covid-19). Dentre todos os profissionais de saúde, incluindo enfermeiros e médicos, são os farmacêuticos, os mais expostos nas mais de 80 mil farmácias e drogarias distribuídas em todo o País.

Uma importante pergunta é levantada no artigo: os equipamentos de proteção individual estão sendo disponibilizados pelas farmácias e drogarias aos seus profissionais?

A resposta dos farmacêuticos chegou também por meio digital e a grande maioria denunciava que as farmácias não ofereciam EPIs para os profissionais que faziam o atendimento farmacêutico.

Por outro lado, o Ministério da Saúde (MS), por meio do sistema público de saúde (SUS), está recrutando todos os profissionais para o combate à transmissão do novo coronavírus (Covid-19). O ministro, Luiz Henrique Mandetta, da Saúde, disse, na última terça-feira (17/03), que irá acionar as farmácias brasileiras, e seus farmacêuticos, para que também estejam na linha de frente nessa luta. Assim, elas deverão fazer parceria com o Governo para aplicar vacina contra a gripe, fazer os testes para a detecção do novo coronavírus, a notificação dos casos suspeitos e confirmados, além da assistência farmacêutica.

Adicionado a isso, o governador de São Paulo, João Dória, anunciou, na manhã de ontem (18/03), que mil drogarias ligadas à Associação Brasileira Redes Farmácias e Drogaria (Abrafarma) vão participar, oficialmente, da campanha de vacinação no Estado. A parceria será firmada também para a entrega de medicamentos em domicílio. Assim, o que se ventila entre os profissionais é que, estando na linha de frente, os farmacêuticos ficarão mais expostos à contaminação pelo coronavírus (Veja a matéria completa aqui).

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