Embalagem da Pfizer garante até 50 dias de conservação da vacina

Embalagem da Pfizer garante até 50 dias de conservação da vacina

Durante as negociações com o governo brasileiro, a Pfizer apresentou um plano logístico para apoiar o transporte do seu imunizante contra a Covid-19, incluindo a utilização de uma caixa especial com gelo seco que mantém a temperatura da vacina a -75ºC por 15 dias.

Segundo a Pfizer, desta forma, o imunizante pode ficar em um refrigerador comum (entre 2º e 8º) por até cinco dias, viabilizando a distribuição e vacinação, principalmente na situação em que se pretende vacinar o maior número de pessoas em curto espaço de tempo, revelou o portal Poder 360.

O diretor comercial e de operações da operadora logística Temp Log, Ricardo Agostinho Canteras, especialista em logística de cadeia fria, explica como funcionam essas caixas. “São embalagens testadas e validadas que a empresa garante que, com gelo seco, são capazes de conservar o material genético das vacinas por até 15 dias”.

“Além disso, a Pfizer confirmou também que é possível fazer a renovação desse gelo seco por mais duas vezes sem comprometimento do produto. Ou seja: com a manutenção adequada essas caixas garantem uma conservação de 45 dias da vacina fora do centro de distribuição”, diz o executivo por meio da assessoria de imprensa da Temp Log.

Essa vida útil mais longa fora dos freezers é o que permite que o imunizante seja transportado para regiões mais afastadas sem prejuízo da sua qualidade. “A empresa farmacêutica garante que, sob refrigeração comum, o material genético não se degrada por cinco dias. São, então, 50 dias de prazo, desde a saída do centro de distribuição até a aplicação no paciente”, afirma Canteras.

De acordo com o executivo, a melhor estratégia de distribuição está diretamente ligada com o mapeamento. “O Ministério da Saúde tem que mapear quem tem capacidade de armazenar. Baseado nisso, será possível saber em quais pontos do Brasil ficarão os centros de distribuição, para a partir daí ser analisado como atingir os demais municípios”.

Ele explica: “Se tivermos um centro de distribuição em Recife (PE), um em São Paulo (SP) e um em Brasília (DF), a logística rápida deve permitir que, saindo do Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, todas as outras demais regiões recebam em poucos dias o carregamento, utilizando as embalagens”.

Existem alguns desafios para uso dessas caixas, como sobre o gelo seco, por conta da queda na produção mundial, já que ele é um subproduto do etanol – cuja produção diminuiu ao longo da pandemia – e pela particularidade do transporte aéreo. “O gelo seco limita a capacidade de transporte em aeronave. Para realizar uma transferência de vacinas de um Estado para o outro em um modal aéreo, você tem um limite que uma aeronave pode levar dentro dela de dióxido de carbono (gelo seco), por ser um produto perigoso. Com a capacidade aérea restrita, é preciso que o planejamento rodoviário seja ainda mais criterioso, tendo em vista que o transporte por terra é mais lento”, comenta Canteras.

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Vacina da Pfizer está autorizada no Brasil há 90 dias

A vacina da Pfizer tem registro definitivo no Brasil desde fevereiro deste ano, quando foi dada aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). De acordo com a empresa, a taxa de eficácia do imunizante é de 95%. Na ocasião da aprovação, o gerente-geral de Medicamentos da Anvisa e professor da pós-graduação de Assuntos Regulatórios do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, Gustavo Mendes, explicou as diferenças entre o registro e as outras vias de acesso a vacinas, como o uso emergencial.

“O registro é feito por meio de uma análise baseada em estudos desenvolvidos, que será definido em bula. Esses estudos são analisados em eficácia e segurança para avaliar a possibilidade do uso. Diferente do uso emergencial, que visa responder a situação de pandemia, autorizado pela diretoria colegiada, que permite a utilização temporária com registros ainda em andamentos, até que possa realizar o registro efetivo”, afirmou Mendes, segundo a CNN.

Quanto à aplicação, a vacina da Pfizer precisa ser administrada em duas doses, com intervalo de 28 dias. Em vídeo exclusivo publicado no canal do Youtube do ICTQ, Gustavo Mendes explicou porque as vacinas seguem intervalos e dosagens diferentes.

“Muitas vezes uma dose só não é suficiente para atingir aquele mínimo de anticorpos necessários para neutralizar o vírus, então, por isso, precisa de uma dose de reforço, que ajuda a se atingir esse grau de anticorpos necessários”. Mendes frisou ainda a importância de seguir os intervalos determinados nas bulas de cada imunizante.

“Esse intervalo é importante ser seguido à risca porque é justamente o intervalo para preparar o corpo para que a segunda dose possa ser efetiva e gerar esses anticorpos neutralizantes”, concluiu.

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O primeiro lote de vacinas da Pfizer contra a Covid-19 chegou ao Brasil em 29 de abril. Na primeira etapa, foram entregues 1 milhão de doses produzidas na Bélgica, que fazem parte do acordo assinado pelo Ministério da Saúde com a Pfizer em março, com previsão de um total de 100 milhões de doses até o fim do terceiro trimestre de 2021.

Vale lembrar que propostas feitas pela empresa e recusadas pelo Governo desde meados de 2020 previam início das entregas ainda em dezembro do ano passado. Pelo menos 3 milhões de doses teriam chegado ao Brasil até fevereiro se o governo tivesse aderido à proposta do laboratório, segundo apurou a Folha.

De acordo com Ricardo Canteras, o maior desafio do País não está na logística, mas na aquisição de mais vacinas, independente da temperatura, do laboratório envolvido ou do país de origem. “Deveríamos estar comprando o máximo possível de vacinas, independente das adequações e planejamentos que fossem necessários. A única solução para a pandemia é imunizar o maior número de pessoas, no menor espaço de tempo possível. Por isso, as 27 centrais estaduais, as 273 regionais, as mais de três mil municipais: toda essa rede deveria já estar preparada para receber qualquer tipo de vacina”, conclui.

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