Para a Cimed o genérico é uma commodity

Para a Cimed o genérico é uma commodity

De acordo com o IQVIA, a indústria de medicamentos genéricos registrou um crescimento de 6,43% no número de unidades vendidas em 2019 se comparado com 2018. Com o aumento no consumo, as indústrias farmacêuticas estão cada vez mais atentas a esse segmento. No entanto, com esse mercado aquecido, uma pergunta que fica no ar é: como ter um diferencial em relação a esse tipo de produto? O presidente da Cimed Indústria Farmacêutica, João Adibe, levantou uma questão bastante curiosa sobre esse assunto. Para ele, o medicamento genérico é uma commodity.

O termo commodity corresponde a produtos de qualidade e características uniformes, que não são diferenciados de acordo com quem os produziu ou de sua origem. No entanto, Adibe aponta como sair na frente e fazer a diferença: “A marca vale, mas a partir do momento que todos os produtos têm o G na caixa, o que a gente tem que fazer é dar o valor da nossa marca para que seja possível virar uma referência do nosso produto. Dessa maneira, o consumidor vai pedir o medicamento genérico da Cimed”, disse ele, em live promovida pela empresa CDPI Pharma no Instagram.  

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Segundo o executivo, cabe à indústria farmacêutica ressaltar ainda mais a qualidade dos produtos genéricos, já que o termo é muitas vezes empregado de forma errada na cultura popular. "Tudo que é cópia no Brasil se usa o termo genérico, isso está errado. Porque ninguém tem, atualmente, a capacidade de fazer teste de bioequivalência e biodisponibilidade em um produto farmacêutico, para ser comparado com um copo [que é um produto que não precisa desse tipo de teste], por exemplo".

Ele complementa: "Cabe à indústria farmacêutica se unir, para mostrar a potência do genérico no Brasil. Essa é a responsabilidade que nós temos, porque a falta de informação é muito grande. Quanto menos informação, até o público mais pobre fica com desconfiança, porque genérico na cabeça da pessoa é uma cópia. Não, nosso genérico é top como qualquer um outro [produto de marca]". 

Ação Dia do Genérico

Durante a transmissão, Adibe contou que a empresa tem como propósito levar crédito ao pequeno varejo. Para ilustrar a ideia, ele lembrou de uma ação que foi elaborada pela Cimed no Dia Nacional do Genérico, que foi celebrado em 20 de maio de 2020.

“Um gerente me disse, ‘vamos fazer uma foto todo mundo de amarelo, porque amarelo é a cor do Brasil’. Eu disse que não ia fazer, então, ele me perguntou: ‘mas o que você vai fazer?’. Eu disse que ia dar 200 dias de prazo direto [para o pagamento] às farmácias independentes. Eu falei, que não queria vender muito, era o mínimo [de pedido] a partir de R$ 500,00 e o máximo de R$ 5 mil. Eu falei que ia dar crédito para o profissional da farmácia independente, que é o que mais estava precisando naquele momento. Sabe o que aconteceu a partir dessa iniciativa? Nós vendemos 15 vezes mais”, lembra o executivo, ressaltando que a empresa se preparou para a ação, inclusive, com estoque.

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Crescimento

Na live, o empresário também ressaltou que a Cimed é a única farmacêutica do Brasil que possui uma cadeia de verticalização: "Fora a indústria, nós temos uma rede de distribuição e a parte de embalagem do nosso negócio. Além disso, nós temos o nosso instituto de pesquisa e desenvolvimento".

O executivo ainda destacou algumas estatísticas que a empresa tem alcançado. Segundo ele, apenas de caixas de medicamentos a companhia possui uma meta de produção de 40 a 42 bilhões de unidades ao mês.

Além disso, Adibe também ressaltou que, atualmente, a Cimed está entre as maiores indústrias farmacêuticas em território nacional: “Em 2009, nós estávamos no trigésimo sexto no ranking, mas hoje estamos no quarto lugar", destacou.

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