Perfil de farmacêutico com inteligência regulatória disputado pela indústria

Perfil de farmacêutico com inteligência regulatória disputado pela indústria

O campo de Assuntos Regulatórios é uma linha de atuação segmentada e concorrida na indústria farmacêutica, afinal, é uma das áreas mais valorizadas do setor. Atuar nesse campo exige constante aprendizado e atualização dos profissionais, inclusive, o domínio da inteligência regulatória (IR).

Esse conhecimento é indispensável, pois, a IR ajuda as empresas a mapear, identificar e superar dificuldades. Logo, as fazem ser mais competitivas e se destacar no mercado.

Para quem deseja seguir carreira no ramo, entender qual é o perfil de profissional com IR que as grandes companhias buscam é primordial para conseguir se destacar da concorrência e conseguir uma boa oportunidade de carreira.

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A farmacêutica industrial Luciana Colli compreende bem o perfil que as gigantes companhias buscam. Ela atua, há mais de 14 anos, com produtos para a saúde e medicamentos, além de já ter atuado e prestado consultoria para inúmeras indústrias e acumulado mais de 11 anos lecionando em disciplinas ligadas à área industrial.

Na carreira acadêmica, ela é professora da pós-graduação de Assuntos Regulatórios do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico. Em entrevista exclusiva para o portal da entidade, ela explica o perfil do profissional que as empresas buscam.  

“A primeira coisa que as indústrias buscam é o perfil de quem já tem experiência (infelizmente), pois a área é muito propensa a erros ou mesmo atrasos. Tudo é sempre muito urgente em Assuntos Regulatórios”.

Além disso, ela acrescenta que as companhias buscam por um profissional que seja um bom leitor, comunicativo, e que tenha conhecimento aprofundado da área.

Como ter um perfil de destaque na indústria farmacêutica?

Para se destacar na área, o farmacêutico que deseja alcançar sucesso na área industrial atuando em Assuntos Regulatórios, a professora explica que além do domínio em inteligência regulatória, é importante que o farmacêutico amplie as competências interpessoais. Ela lista alguns exemplos:

“O diferencial se consegue com as chamadas soft skills, como o uso da tecnologia da informação e comunicação (TICs), a habilidade de falar em público, domínio em idiomas, programas como Excel, PowerPoint, entre outros”.

Por fim, ela defende o quanto as qualificações podem contribuir para que o farmacêutico consiga destaque no mercado.

“Quanto mais bem capacitado, mais possibilidade de ter o perfil diferenciado diante da concorrência, atraindo a atenção das grandes companhias”.

Por que é importante conhecer sobre inteligência regulatória?

Em aula da pós-graduação de Assuntos Regulatórios do ICTQ, a professora Luciana explica alguns motivos pelos quais a inteligência regulatória é indispensável para a atuação do farmacêutico que atua, ou deseja atuar nesse campo.

Primeiramente, ela explica a definição de IR, que “representa a coleta, a análise ativa, a interpretação e a disseminação de informações regulatórias que fazem com que o setor se torne inteligente”. Porém, ela endossa que todo “esse processo deve envolver o conhecimento de todos, principalmente, da alta gerência, para que seja eficaz, pois quando bem implantado leva a decisões estratégicas, fazendo com que a empresa obtenha vantagem competitiva”.

Em seguida, ela explica que esse conhecimento se faz necessário porque o setor industrial farmacêutico é extremamente regulamentado. Logo, é muito importante que o profissional entenda e saiba como lidar com as normas, como se adequar a elas e como implantá-las dentro do ambiente organizacional. Desse modo, o profissional precisa saber utilizar a IR para reverter resultados positivos para a empresa.

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Ferramentas da inteligência regulatória

Ainda em aula, a professora dá exemplos de algumas ferramentas que contribuem para que o profissional consiga tomar decisões assertivas e estratégicas que tragam vantagem competitiva à organização. Logo, o domínio delas agrega mais valor ao perfil do profissional no mercado.

Entre elas, Luciana cita a Análise Swot, pela qual se avalia o ambiente interno e externo da companhia, analisando suas forças, fraquezas, assim como identificando as oportunidades e ameaças.

Após mapear as fraquezas da empresa, como o profissional vai conseguir resolvê-las, superá-las? Para isso, a professora pontua outra importante ferramenta, a Balanced Score Card (BSC), voltada exclusivamente para essa finalidade: superar fraquezas da empresa.

“Com a BSC eu crio os objetivos estratégicos das empresas, os objetivos que ela precisa organizar, alcançar, crio procedimentos e vou monitorar. No BSC vou usar todo o aspecto financeiro da empresa, de clientes, processos internos da empresa, e o crescimento e aprendizado”.

Outro exemplo é a chamada 5 forças de Porter. Com essa ferramenta, o profissional analisa a ameaça de novos entrantes, o poder de barganha de fornecedores, ameaça de produtos substitutos, poder de barganha dos clientes e a rivalidade entre clientes.

Além dessas, Luciana dá indicações de outras importantes ferramentas que contribuem com a inteligência regulatória, de modo que os profissionais possam tomar decisões estratégicas que culminem com o sucesso da companhia.

Saiba mais sobre a inteligência regulatória na indústria farmacêutica

A inteligência regulatória é tema de uma das disciplinas da pós-graduação de Assuntos Regulatórios do ICTQ. Na aula, a professora Luciana Colli aprofunda sobre o assunto, sua aplicação no dia a dia e fala sobre importantes ferramentas que são utilizadas na área.

Luciana é Mestre em Ciências e Tecnologia farmacêutica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), leciona há mais de 11 anos em disciplinas ligadas à área industrial, além de prestar consultorias para empresas renomadas como Amecath, Kimberly Clark, Direx, Aché, entre outras.

Confira, a seguir, um dos vídeos do curso, no qual ela faz uma introdução sobre a inteligência regulatória e explica o quanto o tema está diretamente ligado ao cotidiano do farmacêutico da área de Assuntos Regulatórios.

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