Uma menina de Indiana, nos Estados Unidos, foi hospitalizada após sofrer uma overdose de um medicamento para emagrecer da classe GLP-1 que pertencia à mãe. Jessa Milender, hoje com oito anos, foi encontrada desacordada no chão de casa em dezembro de 2024, depois de ter se injetado com a caneta do remédio, segundo relatos da família a veículos de imprensa locais.
A repercussão do caso ganhou força após entrevistas concedidas neste domingo (1º) pela mãe da criança, Melissa Milender, às emissoras WHAS-11 e CBS 8, além de publicações no Facebook de Melissa. Segundo ela, a filha acreditava que o medicamento era usado para aliviar dores no estômago. “Minha mãe toma e achei que a ajudava com as dores”, disse Jessa à WHAS-11.
De acordo com Melissa, a menina ingeriu cerca de 60% da caneta injetora de GLP-1. Após perceber o ocorrido, a mãe acionou o Centro de Controle de Intoxicações. Registros médicos obtidos pela imprensa indicam que a criança passou a vomitar quase a cada hora e apresentou diarreia, constipação e dor abdominal intensa.
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Atendimento médico e agravamento do quadro
Jessa foi levada ao pronto-socorro com sinais de desidratação, olhos fundos e pele acinzentada, sendo submetida à hidratação intravenosa. À CBS 8, Melissa afirmou que a equipe médica relatou não ter protocolos claros para lidar com uma situação desse tipo, recorrendo também ao Centro de Controle de Intoxicações para orientação. A menina recebeu alta após uma melhora inicial, mas voltou a passar mal pouco depois de chegar em casa.
O quadro se agravou, segundo a mãe, com fraqueza extrema, vômitos persistentes e interrupção da urina, o que levantou preocupação dos médicos quanto ao funcionamento dos rins. “Ela ficou seis dias sem comer”, disse Melissa à WHAS-11, descrevendo o período como “a pior semana de nossas vidas”. Em entrevista à CBS 8, relatou ainda perda rápida de peso e dores intensas, embora a criança tenha se recuperado sem sequelas aparentes.
Após o episódio, Melissa passou a manter os medicamentos guardados em uma caixa trancada e afirmou que decidiu tornar o caso público para alertar outros pais. “Depois de uma dose excessiva, não há como reverter. Agora você precisa lidar com as consequências”, disse à WHAS-11. À CBS 8, ela afirmou esperar que o relato ajude outras famílias a prevenir situações semelhantes envolvendo medicamentos de uso adulto em ambientes domésticos.
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