Covid-19: qual máscara é mais segura contra o vírus?

Covid-19: qual máscara é mais segura contra o vírus?

Em meio à propagação da Covid-19, com o surgimento de novas variantes, somada com o aumento de casos, no Brasil e no mundo, a preocupação quanto à escolha da máscara mais segura para combater a doença é uma dúvida que ganha cada vez mais espaço.

Afinal, com tantas marcas, modelos e opções distintas, como saber qual apresenta maior segurança?

Para responder essa pergunta, pesquisadores da Universidade Duke, nos Estados Unidos, compararam 14 tipos de máscaras de tecido para verificar a eficiência quanto à proteção que elas oferecem contra o coronavírus.

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O estudo foi publicado na revista científica "Science", em setembro passado. Para chegar aos resultados, os pesquisadores mediram o quanto as máscaras eram capazes de impedir que as gotículas expelidas por uma pessoa ao falar se espalhassem pelo ambiente.

Entre as máscaras avaliadas, há modelos como a N95, máscara cirúrgica de 3 camadas, de algodão, de uma camada de poliéster, assim como máscaras de tricô, bandanas e até mesmo polainas de pescoço, entre outros materiais.

Eles notaram que, ao falar por meio das polainas do pescoço parecia dispersar as gotículas maiores em várias menores. Segundo os pesquisadores, as partículas menores são transportadas pelo ar por mais tempo do que as grandes – que caem mais rápido, isso faz com que “o uso de tal máscara pode ser contraproducente".

Um dos autores do estudo, Martin Fischer, explicou ao G1 que o trabalho não expôs as marcas dos fabricantes das máscaras, e o intuito foi desenvolver uma técnica que possa ser replicada em outros laboratórios, em vez de um teste de máscara abrangente.

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"Como afirmamos no artigo, nosso trabalho foi um estudo preliminar que utilizou as máscaras que tínhamos em mãos. Para ser justo com os fabricantes de produtos comerciais, estamos mantendo as marcas anônimas. Na verdade, para a maioria das máscaras, não temos especificações detalhadas", esclareceu.

Malha fechada

De acordo com o engenheiro biomédico Vitor Mori, membro do Observatório Covid-19 BR e pesquisador na Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, o ideal é que a máscara tenha malhas bem fechadas. Sendo elas compostas de 2 a 3 camadas de pano.

Qualquer pessoa pode fazer essa verificação das malhas. Basta fazer o teste da luz do sol, observando se é possível enxergar a luz do sol através da máscara.

A verificação também pode ser feita com o teste da vela, conforme explica Mori.

"Estando de máscara, tentar apagar um fósforo, uma vela, um isqueiro: se conseguir apagar com certa facilidade, é sinal de que não é tão grossa quanto deveria. Isso serve para ver a qualidade da máscara – mas não adianta se ela não ajusta no rosto”.

Fischer ressalta essa informação, pontuando que as partículas podem escapar ao redor da máscara. Ele explica que o material é o principal fator determinante para a eficiência do produto, entretanto, é preciso ter também um ajuste justo.

Qual a melhor máscara para ambientes fechados?

Para Mori, as máscaras N95 podem ser úteis para aumentar a proteção em determinados locais fechados e com aglomeração, como o transporte público.

"Se você está num lugar fechado, mal ventilado e com aglomeração e não ir para esse local não é uma opção, uma máscara do tipo N95/PFF2 aumentaria a segurança por parte daqueles que estão usando", avalia.

Ele defende, também, que o uso de máscaras N95/PFF2 bem ajustadas pode ser uma boa alternativa, especialmente para pessoas de grupos de risco ou que convivem com grupos mais vulneráveis.

Qual a melhor máscara para ambientes abertos?

Já em ambientes abertos e com pouca aglomeração, Mori aponta que uma máscara de pano é suficiente. Dessa forma, os modelos N95 ficam mais direcionados à proteção de pessoas com maior exposição ao vírus, como é o caso dos profissionais de saúde.

"A gente deveria estar fazendo uma pressão muito grande no poder público para aumentar a produção, a distribuição e a disponibilidade de máscaras de melhor qualidade e que fornecem maior proteção", defende Mori.

Por fim, o engenheiro biomédico lamenta que há pouca instrução quanto à escolha e o uso correto das máscaras por parte do poder público.

"Infelizmente, há pouca instrução do poder público sobre como escolher uma máscara de boa qualidade e como usá-la corretamente, não só cobrindo boca e nariz, mas também bem ajustada, minimizando vazamentos de ar pelas laterais e por cima", concluiu.

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