Brasil poderá enfrentar megaepidemia em 60 dias

Brasil poderá enfrentar megaepidemia em 60 dias

O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, falou sobre o risco da variante brasileira do novo coronavírus (Covid-19), identificada em Manaus, causar um agravamento da situação epidemiológica em território nacional. Segundo ele, essa situação já está em progressão no País, podendo causar uma megaepidemia em menos de dois meses.

Segundo Mandetta, as transferências de pacientes do Amazonas para outros Estados do Brasil, devido ao colapso nos hospitais daquela região, estão sendo realizadas sem os devidos cuidados. Nesse sentido, ele esclareceu que essa iniciativa poderá potencializar ainda mais o surto nas demais regiões brasileiras.

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“O mundo inteiro está fechando os voos para o Brasil, e o País não só está aberto normalmente, como está retirando pacientes de Manaus e mandando para Goiás, Bahia, outros lugares, sem fazer os bloqueios de biossegurança. Provavelmente vamos plantar essa cepa em todos os territórios da federação, então, daqui a 60 dias podemos ter uma megaepidemia”, afirmou Mandetta, que é médico, em entrevista ao programa 'Manhattan Connection', da TV Cultura.

A mutação

Segundo o jornal O Globo, a mutação brasileira, batizada E484, foi identificada no Rio de Janeiro e em variantes em Manaus, como B.1.1.28, logo após ser detectada em japoneses que estiveram no Estado do Amazonas. Ela altera o RDB, o ponto da proteína S, em que o vírus se liga às células humanas.

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Então, mudanças genéticas ocasionadas por essa alteração podem gerar o chamado mecanismo de escape, ou seja, quando os anticorpos desenvolvidos contra o novo coronavírus perdem sua especificidade, podendo atrapalhar, por exemplo, o desempenho de vacinas.

Críticas ao Governo

Ainda na entrevista, Mandetta falou sobre o atual inquérito aberto contra o atual ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também pontuou que o presidente da República, Jair Bolsonaro, pode sofrer um impeachment por sua postura negligente em meio ao surto.

“Vimos uma intervenção militar burra (no ministério) que culminou nessa burrice, no inquérito no STF, TCU, por conta de todos esses erros. Tomaram medidas não técnicas e pagarão um preço por isso”, afirmou o ex-ministro.

E finalizou: “Acho que ele terá que ser julgado pelos órgãos competentes. Impeachment é no Congresso, [não se sabe] se eles terão maioria para isso, é um processo político. E chegará a hora em que ele terá que se entender com as consequências dos atos dele. Se não (for) pelo Judiciário, a história reserva para ele [Bolsonaro] um lugar infelizmente nada confortável na luta mundial pela vida. Ele ficou do lado do vírus. Ele fez parte da doença”, encerrou.

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