As Redes de Farmácias CVS e Walgreens bloqueiam produtos para negros nos Estados Unidos

As Redes de Farmácias CVS e Walgreens  bloqueam produtos para negros nos Estados Unidos

A onda antirracista que varre os Estados Unidos, após a morte do negro George Floyd, asfixiado por um policial branco em uma batida, atingiu o comércio. Redes de farmácias norte-americanas CVS e Walgreens e o Walmart são alvos de críticas por manter trancados produtos de beleza para negros. Supermercado diz que prática considerada racista acabou.  

Segundo reportagem do New York Times, reproduzida pelo Globo no Brasil, produtos para cabelos e beleza vendidos predominantemente para pessoas negras ficavam trancados nas lojas do Walmart, alguns deles apresentavam medidas anti-roubo adicionais. Só podiam ser acessados pedindo a um funcionário para desbloquear os estojos. Já produtos genéricos de beleza não tinham essa restrição. 

A justificativa dada pelo Walmart é que certos produtos ficavam trancados porque eram mais propensos a serem roubados. Críticos da prática, que foi objeto de um processo federal de discriminação, retirado no ano passado, disseram que a medida fazia crer que os negros eram mais propensos a furtar em lojas.  

Alvo de críticas de que a política era uma forma de discriminação racial, o Walmart afirmou à imprensa norte-americana que encerrará a prática de lacrar produtos de beleza afro-americanos em estojos de vidro. Grandes empresas têm reavaliado seus critérios de negócios e responsabilidade social após a morte de George Floyd e os protestos generalizados sobre a brutalidade e discriminação da polícia norte-americana.  

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De acordo com o New York Times, a mudança foi feita após a divulgação de um relatório recente da rede de televisão americana CBS 4, em Denver, que chamou a atenção para os diferentes tratamentos dos clientes do Walmart. 

Em 2018, a consumidora californiana Essie Grundy processou o Walmart no tribunal federal por discriminação em relação à política, dizendo que se sentiu humilhada ao pedir a um funcionário da loja para desbloquear o estojo de produtos de beleza em três visitas à loja, incluindo a compra de um pente que custava US$ 0,48 (R$ 2,40). 

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Essie disse que foi a um Walmart em Perris, Califórnia, no Condado de Riverside, para comprar loção para o corpo quando percebeu que todos os produtos “direcionados a afro-americanos” estavam trancados em estojos, “do meio do corredor até o fim”. A consumidora, representada pela advogada Gloria Allred, desistiu da ação em novembro, segundo documentos do tribunal. 

A advogada não informou se houve um acordo no caso, que foi voluntariamente rejeitado com preconceito – o que significa que não pode ser levado de volta ao tribunal. Ela se limitou a dizer que “o assunto foi resolvido”. O Walmart não comentou a resolução da ação. Já Essie Grundy se recusou a comentar sobre a mudança de política da rede varejista. 

O porta-voz do Walmart, Lorenzo Lopez, revelou ao jornal que, como outros varejistas, trancou certos itens em um número limitado de locais para “dissuadir ladrões de alguns produtos, como eletrônicos, artigos automotivos, cosméticos e itens de higiene pessoal”. 

Em um mea-culpa, Lopez destacou. “Somos sensíveis ao problema e entendemos as preocupações levantadas por nossos clientes e membros da comunidade e tomamos a decisão de interromper a colocação de produtos multiculturais para cuidados com os cabelos e beleza – prática em vigor em cerca de uma dúzia das 4.700 lojas em todo o país – em estojos bloqueados”.  

Já as redes de farmácias CVS e a Walgreens, que também enfrentaram críticas por bloquear os produtos de beleza vendidos para negros, não se pronunciaram sobre os pedidos de comentários do New York Times. 

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