CFF avança na transparência

CFF avança na transparência

Uma das mais importantes ferramentas de empoderamento do farmacêutico é a informação. Com maior transparência do Conselho Federal de Farmácia (CFF), o profissional pode ter acesso a dados fundamentais sobre sua carreira, que o ajudam na tomada de decisão. Durante a 490ª Reunião Plenária, ocorrida entre 29 e 30 de janeiro deste ano, o presidente da entidade, Walter Jorge João, afirmou que as reuniões passarão a ser transmitidas online já a partir de fevereiro.

O ICTQ - Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico já tem o conceito da transparência no foco de sua estratégia, por isso mantém uma equipe especializada de jornalismo para fazer a cobertura das reuniões plenárias do CFF e de outros temas relevantes de interesse da nação farmacêutica, e faz a transmissão, quase em tempo real, de tudo o que acontece no evento. O objetivo é munir o profissional de informações relevantes para sua trajetória profissional. Essa divulgação não está atrelada a nenhum interesse dos conselhos ou de outras instituições.

Essa iniciativa do CFF, de transmitir as plenárias online, foi sugerida pelo conselheiro federal do Acre, Romeu Cordeiro (foto). Ele mencionou que, logo ao iniciou o mandato como conselheiro, três anos antes, trouxe muitas demandas e questionamentos da categoria, e que via a necessidade de retomar algumas pautas. Uma delas é referente à informação e à transmissão, ao vivo, das reuniões plenárias do CFF.

“A classe precisa ser informada de forma correta e precisa ouvir o que o presidente acabou de dizer. Nós precisamos amadurecer a ideia de tornar pública esta plenária, porque é muito fácil ter só uma versão da história. A classe está esperando [informações]...e só tem uma manchete sensacionalista. Precisa dar publicidade a esta plenária, porque, se não, a gente só vai ficar apanhando calado”, lamentou Cordeiro.

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Frente a essa solicitação do conselheiro do Acre, o presidente Jorge João, se comprometeu a analisar a forma mais adequada de viabilizar a transmissão ao vivo, em fevereiro de 2020, dando a oportunidade de todos os farmacêuticos acompanhar as decisões tomadas a favor ou contra a profissão.

“Do meu ponto de vista, é muito positivo que o Conselho Federal de Farmácia esteja se abrindo para uma transparência real ao transmitir, online, para todos os farmacêuticos que tiverem interesse, uma plenária, revelando todos os detalhes do que é falado e do que é discutido. Isso não é uma versão, é o fato, ou seja, será possível conhecer o que está acontecendo em tempo real”, defende o fundador do ICTQ, Marcus Vinicius de Andrade.

 Ele afirma que a transmissão será fundamental para retirar qualquer ruído e qualquer tipo de distorção das informações, das quais, inclusive, o ICTQ é acusado de cometer. “Então, quando a gente tem vídeo e a transmissão ao vivo, é possível ter acesso à imagem, ao áudio e à pessoa que está falando. Isso facilita muito o trabalho de comunicação. Por exemplo, o ICTQ, por meio de seu Portal de Conteúdo, é o único veículo que publicita o que acontece nos corredores, nas salas, e na plenária do Conselho Federal de Farmácia. Nós somos os únicos a fazer esse tipo de cobertura específica, e revelamos todos os fatos”, destaca Andrade.

Ele admite que, embora divulgue os fatos, o próprio Instituto tem seu posicionamento e intepretação. Na medida em que houver a transmissão ao vivo, o Instituto continuará se posicionando, mas o próprio farmacêutico poderá tirar sua conclusão, assistindo ao vídeo e lendo as matérias do Portal do ICTQ, por exemplo.

“É um fato muito relevante a transmissão das plenárias do CFF, porém, isso não é nenhuma novidade, já que outros conselhos regionais fazem a transmissão ao vivo e isso já é comum no Supremo Tribunal Federal, no Congresso Nacional, no Senado, na Anvisa e, até o presidente da República tem costume de fazer lives pela internet. A gente percebe que os conselhos regionais estão puxando a tendência, que deveria ser do Federal”, fala Andrade.

Ele elogiou a iniciativa do conselheiro do Acre, Cordeiro, em sugerir o tema em plenária, há vários anos, e propor essa transmissão ao vivo, sem que a proposta tenha sido discutida. “A gente entende que a resistência é grande, não só pelo aspecto da negação de informação, mas por geração, já que o entendimento de como as informações são transmitidas no mundo hoje, para a diretoria atual, é difícil, porque o tema está fora da geração deles. Já o conselheiro do Acre é um profissional mais jovem, de outra geração”, ressalta Andrade,

Regionais em tempo real

Diversos conselhos regionais de farmácia já adotaram a prática da transmissão ao vivo, como o Rio Grande do Sul, Sergipe, Ceará, Pará, Minas Gerais, entre outros. O presidente do Conselho Regional do Ceará (CRF-CE), Josemario Pedro da Silva, disse que já vem transmitindo as reuniões plenárias da regional, pelo Facebook e pelo Youtube, desde agosto de 2019. A média de acompanhamento online não é muito alta ainda, mas as visualizações dos vídeos que ficam no canal em horários alternativos já são bem consideráveis.

Eles mantêm um calendário no site com todas as datas das reuniões e, três dias antes de cada uma, eles disponibilizam popups (janelas de aviso) no site informando a pauta e os horários.

“Além disso, a diretoria da regional fez um site exclusivo para a transparência, com links diretos e fulltime para a ouvidoria e avaliação de atendimento. Temos um portal 100% transparente. Foi um compromisso de campanha, que executamos logo que assumimos, com resultados muito bons”, falou Silva.

Já o presidente do CRF-PA, Daniel Costa, disse que as reuniões plenárias locais já são transmitidas online desde janeiro de 2019. Ele comenta que as reuniões realizadas de manhã têm menos audiência, mas o material disponibilizado nas redes e no canal do conselho nos dias seguintes costuma ter audiência superior a dois mil acessos, num universo de quatro mil profissionais.

“É um desserviço para toda a categoria farmacêutica que, até agora, o CFF ainda não tenha implementado a transmissão online das reuniões plenárias”, disparou Costa.

Ele explica que a transmissão só depende do auxílio da equipe de comunicação e não exige nenhum aparato técnico sofisticado. Basta um celular e a internet. Ele faz as transmissões por meio de suas redes sociais (Facebook e Instagram) e do Youtube. “Os farmacêuticos não aceitam mais desculpas. Eles merecem esse respeito”, polemiza Costa.

Outra regional que também faz as transmissões de suas plenárias ao vivo é a de Minas Gerais. A presidente do CRF-MG, Júnia Célia de Medeiros, lembra que essa prática foi adotada desde 2016, quando ela era diretora secretária-geral da entidade.

“Foi um avanço. É uma pena que os colegas farmacêuticos não tenham o hábito de realmente participar. Além de ter a plenária ao vivo, pelo Facebook, a gente ainda divulga, durante toda a semana, que irá ocorrer essa transmissão”, fala Júnia.

Ela contou que sua primeira plenária deste ano acorreu em 31 de janeiro, no período da manhã, com a transmissão da parte administrativa. Durante a tarde houve a parte técnica da plenária, quando foram discutidos assuntos importantes, juntamente com os colegas, com o debate online.

“Eu estava na reunião plenária do CFF, em 29 de janeiro, quando foi cogitada a possibilidade de que as plenárias do Federal também começassem a ser transmitidas. Eu acho interessante, porque a gente observa que, às vezes, saem notícias distorcidas e que causam muita polêmica. Então, a comunicação é muito importante. Quando a reunião é transmitida, não restam dúvidas. Inclusive, os áudios das nossas plenárias também ficam disponíveis no nosso Portal da Transparência”, lembra a presidente do CRF-MG.

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