Inteligência Regulatória é o diferencial para quem deseja fazer carreira na indústria

Inteligência Regulatória é o diferencial para quem deseja fazer carreira na indústria

A indústria farmacêutica é uma área muito segmentada, concorrida e almejada pelos profissionais do setor. Com grande concorrência, o desafio é saber como ter um perfil que desperte a atenção das grandes companhias, para, assim, conseguir a oportunidade para entrar no time dessas corporações.

Sendo um farmacêutico veterano ou novato, o caminho vai passar por alguns atributos semelhantes. Alguns já podem ser facilmente identificados, como, por exemplo, muito conhecimento técnico, especializações, domínio de diferentes ferramentas, idiomas, e múltiplas habilidades comportamentais. Mas, um grande diferencial está muito além: a inteligência regulatória (IR).

O tema é indispensável para qualquer profissional que queira seguir carreira na área industrial. Afinal, é com ela que o farmacêutico consegue mapear todo o ambiente interno e externo da companhia, colher dados e construir análises com informações que agregam valor à empresa. Com isso, possibilita que a tomada de decisão na organização seja feita de forma inteligente, contribuindo para que a companhia se torne mais competitiva no mercado.

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Dessa forma, o farmacêutico que tem o seu perfil profissional alinhado com a IR passa a ter um diferencial no seu currículo, atraindo a atenção das grandes empresas que buscam compor seus times por pessoas altamente qualificadas.

A farmacêutica industrial, Luciana Colli, que atua há mais de 14 anos na indústria farmacêutica, endossa que a IR faz toda a diferença na forma com que o farmacêutico passa a trabalhar.  

“Com inteligência regulatória, o profissional terá uma forma de atuação direcionada. Ele não irá conduzir o Regulatório da empresa de forma separada do restante da companhia, pois a maneira de lidar com o ambiente Regulatório é totalmente alinhada com sua rotina”, detalhou ela.

Luciana, que também é professora da pós-graduação de Assuntos Regulatórios do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, ressaltou como a IR faz com que o perfil do profissional se torne muito mais analítico e dimensional, agregando, assim, importantes contribuições para a empresa.

“O farmacêutico passa a ter uma visão 360° do mercado e de sua organização, ou seja, ele enxerga os pontos fortes, fracos, ameaças e oportunidades da empresa. Com essa visão, ele pode preparar a organização para lidar com todos esses cenários.”.

Empresas em busca de farmacêuticos altamente qualificados

No atual momento do setor financeiro, o perfil diferenciado do profissional já se torna um item indispensável e emergente. Afinal, recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) limitou o prazo de patentes de produtos farmacêuticos para, no máximo, 20 anos. Com isso, abriu-se uma corrida de players do setor em busca do registro de novos medicamentos genéricos.

De acordo com dados do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), no Brasil há mais de 3,5 mil medicamentos que estão com patentes liberadas para o desenvolvimento de genéricos.

Com esse campo mercadológico, as companhias buscam reforçar seus times com profissionais altamente qualificados para, assim, conseguir sair na dianteira da concorrência e ampliar seu portfólio de produtos.

Desse modo, muitas oportunidades para profissionais farmacêuticos industriais vão surgir. A professora Luciana destaca que no campo de Assuntos Regulatórios haverá uma demanda muito alta, pois “quanto mais registros forem feitos, mais profissionais vamos precisar”.

Posteriormente, com o pós-registro, haverá também necessidade da mão de obra qualificada. “Isso tem consequências globais na empresa com o aumento de necessidade em vários setores, como em qualidade, produção e garantia da qualidade”, reforçou Luciana.

Além disso, ela cita outros setores que vão abrir oportunidades e, para conquistá-las, o profissional precisa ter o perfil diferenciado no mercado para atender às necessidades das organizações:

“Há vários setores distintos onde essas vagas deverão surgir, desde a pesquisa e o desenvolvimento (P&D) de novos genéricos até depois da fabricação desses produtos. Em comum, todos eles terão demanda por farmacêuticos habilitados”.

Ela cita ainda que haverá demanda por profissionais em desenvolvimento galênico e em P&D para criar os genéricos, assim como em Quality by Design para desenhar o produto novo, candidato a genérico.

Como a inteligência regulatória torna a empresa mais competitiva?

Em aula da pós-graduação de Assuntos Regulatórios do ICTQ, Luciana contextualiza sobre o quão essencial é o domínio da IR na indústria farmacêutica. Ela lembra que o setor é extremamente regulamentado. Com isso, o profissional precisa saber lidar com as normas, como se adequar a elas e como implantá-las na empresa.

Além disso, ela frisa que o setor é muito competitivo, tem inúmeras companhias agressivas no mercado, com produtos diferenciados, com equipes altamente qualificadas. Diante desse cenário, como a companhia pode se destacar nesse nicho e, ao mesmo tempo, lidar com novidades inesperadas no mercado?

A professora responde que será a IR que vai atuar justamente nesses pontos.  

Isso se dará, explica ela, por meio de um programa de coleta de dados, com uma metodologia que será utilizada de forma repetida, com linearidade e uma repetitividade.

Em seguida, ela explica que a empresa precisa desenvolver métodos para fazer a coleta de dados, colher informações, principalmente do ambiente externo, e ela também precisa conhecer seu ambiente interno para saber como lidar com a organização de uma forma geral.

E, é com os dados coletados, que a inteligência regulatória contribuirá para que a análise e organização desses dados se transformem em informação que traga valor à companhia, e que possibilitem a tomada de decisões de forma assertiva.

“Com a análise das informações coletadas, eu vou trabalhar com essas informações fazendo análises. Por que isso é importante? Porque a informação pode estar disponível para qualquer pessoa. A interpretação dos fatos e dos dados é que faz exatamente a diferença de como conduzir o caminho”.

Saiba mais sobre a inteligência regulatória na indústria farmacêutica

A inteligência regulatória é tema de uma das disciplinas da pós-graduação de Assuntos Regulatórios do ICTQ. Na aula, a professora Luciana Colli aprofunda sobre o assunto, sua aplicação no dia a dia e fala sobre importantes ferramentas que são utilizadas na área.

Luciana é Mestre em Ciências e Tecnologia farmacêutica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), leciona há mais de 11 anos em disciplinas ligadas à área industrial, além de prestar consultorias para empresas renomadas como Amecath, Kimberly Clark, Direx, Aché, entre outras.

Confira, a seguir, um dos vídeos do curso, no qual faz uma introdução sobre a inteligência regulatória e o quanto o tema está diretamente ligado no cotidiano do farmacêutico da área de Assuntos Regulatórios.

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