Identificados três novos fatores para demência

Identificados três novos fatores para demência

Estudo publicado recentemente pela revista The Lancet indica três novos fatores de risco para a demência: consumo excessivo de álcool, trauma craniano e poluição, conforme revelou a Agência Einstein.

Na última versão do estudo, a relação elaborada por uma comissão formada por 28 pesquisadores de todo o mundo incluiu esses três novos componentes a uma lista que tinha outros nove itens de risco para demência: baixo nível educacional, perda auditiva, hipertensão, obesidade, fumo, depressão, isolamento social, inatividade física e diabetes.

De acordo com os cientistas, se evitados, esses 12 fatores de risco podem prevenir ou atrasar o aparecimento das demências neurodegenerativas. No Brasil, cerca de 1,4 milhão de brasileiros apresentam sintomas dessas moléstias.

Enfermidades como o Alzheimer, que apesar de já terem alguns medicamentos capazes de controlar os sintomas, não possuem cura e não podem ser revertidas. Por não terem cura, alguns cuidados com a saúde do cérebro podem reduzir as chances para a doença, dizem os pesquisadores.

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Segundo os cientistas do The Lancet, seguir todas as recomendações de hábitos saudáveis pode reduzir ou prevenir 40% dos novos casos de demência, incluindo os três novos fatores de risco descobertos.

“O consumo de álcool é deletério para os nossos neurônios, matando-os, além de lesar os vasos sanguíneos. A poluição está vinculada ao desenvolvimento de fatores vasculares como hipertensão. Por fim, o trauma craniano que causa perda de consciência afeta o tecido cerebral pode desencadear a perda da função mental e levar a um quadro de demência”, afirma o médico neurologista do Hospital Israelita Albert Einstein Ivan Okamoto.

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De acordo com Okamoto, no Brasil, mais da metade dos casos de demência ainda não são notificados. “Ainda há a crença, por boa parte da população e até médicos, de que todo idoso vai ficar demente. Este pensamento começou a ser mudado de 20 anos para cá. Temos que diferenciar o envelhecimento normal daquele que ocorre com demência”.

O neurologista compara o processo de envelhecimento com a vida de um computador e seu processador. "Quando você compra um notebook, ele funciona normalmente, o processador está rápido. Ao ficar mais velho, o processador vai ficando mais lento e isso é normal”.

Ele continua: “No envelhecimento é igual – o idoso pode demorar um pouco mais para tomar uma ação, mas normalmente não ocorre problemas na funcionalidade motora e perda de memória, embora ele possa ter dificuldade para guardar novas informações. O surgimento de algum desses sintomas pode indicar demência e precisa ser investigado”, conclui o especialista.

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