Pesquisa da USP indica as máscaras que mais protegem

Pesquisa da USP indica as máscaras que mais protegem

Especialistas em saúde são unânimes em afirmar que a máscara tem um papel muito importante no enfrentamento à pandemia. Contudo, em meio várias opções no mercado, qual seria o melhor material? Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Física e pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) destacou que as máscaras (não profissionais) que melhor conseguem proporcionar equilíbrio e respirabilidade são aquelas produzidas em TNT, que, inclusive, são mais baratas. 

Por meio de um projeto intitulado Respire, a USP montou um grupo com pesquisadores que perceberam que o TNT é uma opção segura para confeccionar máscaras de uso não profissional, contudo, o tecido tem que ser do tipo SMS, pois, esse material tem múltiplas camadas. “Tem uma série de camadas que se sobrepõem, então, são poucos pontos onde o ar ou o vírus conseguem passar reto”, destacou o coordenador do projeto, Vanderley John, em matéria transmitida pelo Fantástico.

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No caso do TNT comum, o material é mais vazado. Nesse sentido, John indica um teste simples que pode ser feito com a máscara. “É olhar contra a luz e ver a homogeneidade. Você não pode ver manchas ou pontos em que a luz passa mais facilmente”, explicou na reportagem.

Importância da costura

De acordo com o estudo, outro ponto importante é que as máscaras precisam estar bem vedadas. A pesquisa da USP avaliou 204 modelos e identificou um problema comum em muitos dos itens testados: a fresta. No entanto, na máscara de TNT, John identificou uma solução para esse problema: "Um arame, um ajuste nasal que evita a fresta", ressaltou.

Outras máscaras que não foram indicadas para o uso são aquelas com costura no meio: "É possível ver a costura e esses buracos que aparecem são os pontos em que passou a agulha", destacou o cientista.

Nesse sentido, o pesquisador enfatiza que quanto maior o buraco feito pela costura, mais o usuário fica suscetível à infecção pela Covid-19: "Mais fácil é o caminho [de entrada do vírus], pois, mais ar vai entrar por essa abertura", alerta.

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Preço e eficácia

De acordo com informação divulgada pelo jornal Agora, o estudo constatou que um pacote de máscaras comprado por R$ 4,99, em uma loja do Brás (região central de comércio popular em São Paulo) garantiu 82,1% de proteção e proporcionou maior facilidade para respirar. Em comparação com o produto confeccionado em neoprene, que é mais grosso e custa R$ 5,00 a unidade, o item em TNT teve o mesmo desempenho.

Já em comparação com as máscaras comuns de algodão, o TNT se destacou tanto pela capacidade de filtragem como por possibilitar melhor respirabilidade ao usuário. O material também foi comparado com produtos de uso profissional, como a PFF1 (que possui válvula), nesse caso, os equipamentos de proteção individual (EPIs) profissionais mostraram mais segurança, entretanto, são difíceis de usar devido à sensação de sufocamento.

De acordo com o professor do Instituto de Física, Paulo Artaxo, uma máscara de boa qualidade deve apresentar a capacidade de filtragem superior a 80%. O especialista ainda ressalta outro ponto a favor das máscaras em TNT, segundo ele, embora sejam consideradas descartáveis, elas podem ser lavadas até três vezes, no máximo. “Não devem ser lavadas muitas vezes, porque perdem a eficiência”, disse ele, ao Agora.

Tripla camada

A matéria do Fantástico ainda destacou outra característica importante que as máscaras que proporcionam mais proteção devem ter: tripla camada. Para chegar a essa conclusão, foram realizados testes com micropartículas lançados sobre o tecido do produto.

Após os testes, o supervisor de laboratório, Thiago Reinet, destacou: “Para o tipo de máscara de uso não profissional é preciso que ela retenha, ao menos, 70% das partículas que foram ejetadas em cima dela”, destacou.

Contaminação e prevenção

A contaminação por meio do novo coronavírus acontece porque, quando uma pessoa está com a infecção e tosse, espirra ou fala, são eliminadas partículas. Em um espirro, por exemplo, essas micropartículas podem atingir uma distância de até oito metros.

Contudo, se a pessoa contaminada está de máscara, muitas partículas ficam retidas. O produto funciona como uma barreira, pois, ele também protege outras pessoas, por meio do filtro de gotículas que estão no ar.

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