Miliciano usava rede de farmácias para ‘lavar’ dinheiro

Miliciano usava rede de farmácias para ‘lavar’ dinheiro

Cerca de 20 farmácias seriam utilizadas pelo miliciano Wellington da Silva Braga, o Ecko, morto em 12/6, para ‘lavar’ dinheiro dos crimes praticados por seu grupo no Rio de Janeiro, revelou O Globo. De acordo com a polícia, a milícia lucrava R$ 10 milhões por mês.

Nos últimos dois anos, segundo a polícia, Ecko passou a investir o dinheiro do crime em farmácias, principalmente na Zona Oeste do Rio. Um inquérito em andamento na Delegacia do Consumidor (Decon) apura o uso das lojas pelo grupo. Em outubro do ano passado, em uma operação, oito farmácias foram interditadas e diversos documentos, apreendidos.

publicidade inserida(https://www.ictq.com.br/pos-graduacao)

A operação foi crucial para chegar ao paradeiro de Ecko. Os estabelecimentos, no entanto, já voltaram a funcionar, conforme apurou o jornal, uma vez que os fechamentos ocorreram por questões burocráticas junto ao Conselho Regional de Farmácia do Rio. Por isso, após passarem por processo de regularização, elas foram reabertas.

Segundo as apurações da Polícia Civil, a expansão das áreas de domínio do miliciano contou com uma série de alianças com diferentes grupos criminosos, o que resultou em lucros vultosos para a quadrilha. Para esconder o dinheiro ilícito, Ecko contava com um importante braço da quadrilha, o financeiro, capitaneado por seu irmão Luís Antônio da Silva Braga, o Zinho, um dos cotados para substituí-lo no comando do grupo.

Conforme as investigações, para lavagem de dinheiro o grupo contava, além de uma rede de farmácias, com duas empresas – uma de saibro e outra de locação de equipamentos – e até mesmo a compra de cavalos. As movimentações financeiras de pessoas e empresas ligadas à quadrilha de Ecko foram o ponto de partida para as investigações da Polícia Civil, em 2017.

Um dos principais alvos foi Zinho, sócio da Macla Extração de Comércio e Saibro, empresa de terraplanagem. Em 2016, o irmão de Ecko fez um saque de R$ 200 mil da conta da empresa com a justificativa de que o dinheiro seria usado para pagar funcionários.

As movimentações totais ultrapassaram R$ 40 milhões em cinco anos. A Macla foi aberta em dezembro de 2014 e, desde então, era usada na lavagem de dinheiro da milícia. No site da Receita Federal, consta que a empresa está inapta por problemas de documentação, mas continua ativa. A polícia conseguiu, na Justiça, o bloqueio de bens e valores da Macla.

Receba nossas notícias por e-mail: Cadastre aqui seu endereço eletrônico para receber nossas matérias diariamente

Além da Macla, as investigações da Polícia Civil colocaram sob suspeita a Hessel Locação de Equipamentos, que fez negócios com a empresa. Segundo as investigações, a negociação de uma retroescavadeira por R$ 100 mil foi fictícia, o que os sócios da Hessel negam. Segundo o Globo, o dinheiro supostamente pago pela máquina foi sacado da conta da Macla.

No site da Receita Federal, a Hessel consta como ativa e também teve bens bloqueados. No processo judicial no qual é acusado de lavagem de dinheiro e organização criminosa, o sócio da empresa nega qualquer relação com a milícia. A advogada da empresa, Leonella Vieira, afirmou ao jornal estar impedida de prestar esclarecimentos, uma vez que o processo está em segredo de Justiça. Leonella também atua como advogada de Wallace da Silva Braga, outro irmão de Ecko, preso desde o mês passado.

A compra de cavalos pela quadrilha também está na mira da polícia desde 2019. Na ocasião, 15 animais mangalarga do miliciano Danilo Dias Lima, o Tandera, antigo comparsa de Ecko, foram bloqueados na Justiça. Agora, cavalos comprados por Ecko também estão em investigação. A polícia sabe que o miliciano tinha paixão pelos animais e costumava frequentar um rancho em Paciência, na Zona Oeste, área sob seu domínio.

Participe também: Grupos de WhatsApp e Telegram para receber notícias farmacêuticas diariamente.

Obrigado por apoiar o jornalismo profissional

A missão da Agência de notícias do ICTQ é levar informação confiável e relevante para ajudar os leitores a compreender melhor o universo farmacêutico. O leitor tem acesso ilimitado às reportagens, artigos, fotos, vídeos e áudios publicados e produzidos, de forma independente, pela redação da Instituição. Sua reprodução é permitida, desde que citada a fonte. O ICTQ é o principal responsável pela especialização farmacêutica no Brasil. Muito obrigado por escolher a Instituição para se informar.

Veja mais materias sobre:

Farmácia, Varejo Farmacêutico, Comércio Varejista

Atendimento

Atendimento de segunda a quinta-feira das 08:00h às 18:00h e sexta-feira das 08:00h às 17:00h (Exceto Feriados).

Telefones:

  • 0800 602 6660
  • (62) 3937-7056
  • (62) 3937-7063

Whatsapp

Endereço

Escritório administrativo - Goiás

Rua Benjamin Constant, nº 1491, Centro, Anápolis - GO.

CEP: 75.024-020

Escritório administrativo - São Paulo

Rua: Haddock Lobo, n° 131, Sala: 911, Cerqueira César.

CEP: 01414-001 , São Paulo -SP.

Fale conosco

PÓS-GRADUAÇÃO - TURMAS ABERTAS