Piso nacional dos farmacêuticos ganha força entre deputados após CFF apresentar estudo de viabilidade econômica na Câmara

Piso nacional dos farmacêuticos ganha força entre deputados após CFF apresentar estudo de viabilidade econômica na Câmara

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados realizou, nesta terça-feira, 5 de maio, uma audiência pública para discutir o impacto econômico do piso salarial nacional dos farmacêuticos, previsto no Projeto de Lei 1559/21. A proposta fixa o valor mínimo de R$ 6.500 para a categoria e representa uma das principais pautas de valorização profissional da farmácia no Brasil.

A data da audiência também teve peso simbólico. O debate ocorreu no Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, justamente uma das áreas em que a atuação farmacêutica demonstra impacto direto para a saúde pública. Durante a sessão, representantes do Conselho Federal de Farmácia, da Federação Nacional dos Farmacêuticos, parlamentares e lideranças da categoria defenderam a viabilidade da proposta e reforçaram que o piso não deve ser analisado apenas como custo, mas como reconhecimento de uma atividade essencial.

Segundo o CFF, o estudo técnico apresentado na audiência demonstrou que o impacto financeiro da medida seria baixo. No setor privado, o custo representaria menos de 2% do faturamento, enquanto no setor público não chegaria a 1% em nenhuma esfera. A entidade também destacou que o SUS gasta cerca de R$ 60 bilhões por ano com danos causados por medicamentos, sendo que 80% desses eventos poderiam ser evitados com orientação e acompanhamento farmacêutico.

Diretor do ICTQ acompanhou a audiência na Câmara

O Dr. Eugênio Muniz, diretor da Faculdade ICTQ e conselheiro do Conselho Regional de Farmácia do Estado de Goiás, acompanhou a audiência em Brasília e destacou a relevância do debate para o avanço da proposta. Em vídeo gravado na Câmara dos Deputados, ele afirmou que a audiência foi marcada por um debate amplo, com participação de diferentes setores e foco no ganho que a aprovação do piso nacional pode representar para a categoria.

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De acordo com ele, o relator da proposta na Comissão, deputado Hildo Rocha, saiu da audiência com uma compreensão mais clara sobre a viabilidade do piso. Ele destacou que o parlamentar “conseguiu chegar no entendimento, num caráter favorável, identificar de onde viria esse recurso para a aprovação desse Piso Nacional dos Farmacêuticos”. Para o diretor da Faculdade ICTQ, o debate também reforçou que, no setor privado, já existe uma aceitação maior sobre a necessidade de valorização profissional e reconhecimento da categoria.

Dr. Eugênio também ressaltou a mobilização institucional em torno da pauta. Segundo ele, conselhos regionais, o Conselho Federal de Farmácia e entidades representativas estiveram presentes para acompanhar a audiência e contribuir com o avanço do projeto. “O projeto vai avançar nessa comissão para ser aprovado nos próximos dias, então seguir para o plenário”, afirmou.

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Piso nacional é reconhecimento da responsabilidade farmacêutica

A discussão sobre o piso nacional toca em um ponto central para a profissão: a discrepância entre a responsabilidade técnica assumida pelo farmacêutico e os salários praticados em diferentes regiões e segmentos do mercado. A categoria está presente em farmácias, hospitais, laboratórios, indústria, vigilância sanitária, pesquisa, assistência farmacêutica, logística, gestão e serviços clínicos. Em todos esses espaços, lida diretamente com segurança do paciente, qualidade de produtos, orientação terapêutica e uso racional de medicamentos.

Por isso, a defesa do piso nacional não se limita a uma reivindicação salarial. Trata-se de uma tentativa de estabelecer um parâmetro mínimo de valorização para uma profissão que exige formação superior, atualização constante e responsabilidade sanitária permanente. Quando um farmacêutico atua na orientação da população, evita interações, identifica riscos no uso de medicamentos, contribui para adesão terapêutica e reduz danos evitáveis, seu trabalho produz impacto direto no sistema de saúde.

A fala de parlamentares durante a audiência reforçou essa leitura. O deputado Vinicius Carvalho afirmou que os dados apresentados mudaram a percepção inicial sobre o impacto financeiro da proposta e classificou o tema como uma decisão política. Já a deputada Alice Portugal defendeu que o piso é uma questão de justiça, destacando que farmácias não são comércios comuns, mas estabelecimentos de saúde, onde o farmacêutico exerce papel central na proteção da população.

Valorização também passa pela qualificação

A aprovação de um piso nacional seria um avanço importante para toda a classe farmacêutica, mas a valorização profissional também passa por outro caminho: a qualificação. Em um mercado cada vez mais competitivo, o farmacêutico que investe em formação continuada amplia sua capacidade de atuação, conquista mais segurança técnica e se posiciona melhor diante das oportunidades.

O piso estabelece uma base de reconhecimento. A qualificação permite ir além dela. Profissionais especializados tendem a ocupar funções mais estratégicas, assumir maior responsabilidade, participar de decisões clínicas, regulatórias, industriais ou gerenciais e ampliar seu valor dentro das instituições. Em outras palavras, a luta coletiva pelo piso e a busca individual por formação não competem entre si. Elas se complementam.

É nesse ponto que o ICTQ se conecta diretamente à trajetória de valorização da categoria. A instituição tem nota máxima no MEC e oferece formações voltadas à rotina real do farmacêutico, com aulas 100% EAD, que permitem estudar com flexibilidade, ou aulas Online Ao Vivo, em que o aluno interage diretamente com professores e colegas de turma.

Para uma categoria que trabalha em diferentes jornadas e muitas vezes precisa conciliar plantões, responsabilidades técnicas e rotina profissional intensa, formatos de ensino flexíveis e de qualidade fazem diferença. A valorização da farmácia passa pelo reconhecimento legal, pela mobilização da classe e também pela formação de profissionais cada vez mais preparados para ocupar o espaço que a profissão merece.

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