Astrazeneca nega atuar com empresa citada em suposto escândalo de propina

Astrazeneca nega atuar com empresa citada em suposto escândalo de propina para compra de vacinas

Astrazeneca negou ontem (30/6) que tenha relação com a Davati Medical Supply, empresa citada na CPI da Covid como intermediária na venda de imunizantes ao Governo Federal, revelou o Valor. Segundo as denúncias, integrantes do governo Jair Bolsonaro teriam pedido propina para um representante da Davati para compra de vacinas do laboratório sueco-britânico.

Durante depoimento de hoje (1/7) à CPI da Covid, o policial militar e também representante comercial Luiz Paulo Dominguetti confirmou aos senadores a denúncia de que o ex-diretor do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias pediu propina de US$ 1 por dose de vacina, revelou O Globo.

Ainda segundo o jornal, Dominguetti tinha se apresentado como representante da Davati – que diz ser intermediária na venda da vacina Astrazeneca – e denunciou um suposto esquema de propina no Governo em entrevista à Folha na terça-feira (29/6). Conforme a reportagem, teria sido oferecido ao Ministério da Saúde, em nome da Davati, 400 milhões de doses da vacina da Astrazeneca.

Segundo a CNN, a Davati confirmou em nota que o empresário Luiz Paulo Dominguetti intermediou negociações de doses de vacina contra Covid-19 com o Ministério da Saúde. A empresa afirmou, no entanto, que ele se tratava de um ‘vendedor autônomo’ e que não possuía vínculo empregatício.“Neste caso, ele apenas intermediou a negociação da empresa com o Governo, apresentando o senhor Roberto Dias”.

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A empresa, contudo, disse não ter conhecimento sobre suposto pedido de propina. “Sobre a denúncia relatada por Dominguetti, de que o Ministério da Saúde teria solicitado uma ‘comissão’ para a aquisição das vacinas, a Davati afirma que não tem conhecimento”, informou a CNN.

A Astrazeneca, por sua vez, destacou que todos os convênios no Brasil foram realizados diretamente via Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Governo Federal. “Nos últimos meses, trabalhamos para cumprir nosso compromisso de acesso amplo e equitativo e fornecer a vacina para o maior número possível de países ao redor do mundo. Neste momento, todas as doses da vacina estão disponíveis sob acordos assinados com governos e organizações multilaterais em todo o mundo, incluindo a Covax Facility, afirmou a empresa, em nota, conforme o Valor.

Ainda segundo o comunicado, “a Astrazeneca não disponibiliza a vacina por meio do mercado privado ou trabalha com qualquer intermediário no Brasil. Todos os convênios são realizados diretamente via Fiocruz e Governo Federal”.

O caso brasileiro não é o primeiro escândalo envolvendo a Davati com comercialização de vacinas contra Covid-19, segundo apurou o Valor. A empresa foi considerada suspeita de tentar aplicar golpes pelo governo federal canadense e pelo governo de uma província naquele país. As acusações vieram à tona no Canadá em março, quando a Davati tentava vender às autoridades locais e a lideranças indígenas vacinas contra Covid-19 da Astrazeneca.

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No Brasil, o assunto também causou estranheza entre representantes do setor de saúde, pois a Davati é uma empresa desconhecida tanto em transações na área privada quanto pública. O Valor afirma ter ouvido 11 executivos de distribuidoras de medicamentos, hospitais, operadoras de planos de saúde e entidades de classe e todos disseram que nem sequer tinham ouvido o nome da distribuidora antes da denúncia envolvendo suposta oferta de propina por representante do Ministério da Saúde.

A Davati tentou também vender vacinas a cidades do Paraná, mas a negociação desandou, segundo o portal Metrópoles. O Consórcio Paraná Saúde – formado por 398 dos 399 municípios do Estado – tentou intermediação da Davati. Documentos analisados pelo portal mostram que no dia 9 de março deste ano o consórcio demonstrou o interesse em adquirir 2 milhões de doses da vacina da Astrazeneca, com a possibilidade de adquirir mais 17 milhões depois.

No entanto, as tratativas não prosperaram. Segundo o consórcio, a proposta, assim como outras feitas para aquisição de vacinas, não foram fechadas. Em nota enviada ao Metrópoles, o consórcio afirmou que os motivos foram a “inviabilidade de entrega” e a “impossibilidade de exclusividade de compras por Estados e municípios”.

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