Anatomia facial e corporal

Anatomia facial e corporal

Cada vez mais novos procedimentos e tecnologias surgem como alternativas de combate aos efeitos do envelhecimento cutâneo. Os procedimentos da farmácia estética disponíveis têm sido aliados importantes do farmacêutico que deseja atuar nessa área. Contudo, para dominar as técnicas é preciso conhecimento não apenas dos produtos e tecnologias, mas sobretudo da anatomia facial e corporal, visando evitar intercorrências e resultados indesejados aos pacientes.

“Na graduação, os profissionais da saúde têm acesso ao ensino de anatomia e fisiologia, entretanto essas disciplinas não são direcionadas para a atuação em estética”, destaca o farmacêutico e professor da pós-graduação em Estética Avançada: Procedimentos, Consultório e Gestão no ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, Pedro Sousa, frisando a importância de o farmacêutico ampliar seus conhecimentos em uma pós-graduação, “para poder atuar nas novas frentes”.

“Existem algumas particularidades em relação ao posicionamento, características fisiológicas e envelhecimento dos órgãos e tecidos que precisam ser levados em consideração para que o profissional saiba atuar diretamente sobre as diversas disfunções estéticas tratáveis no consultório. É por isso que dentro da disciplina de anatomia e fisiologia aplicada à estética, encontrada em curso de pós-graduação, o aluno tem contato com a parte mais aplicada”, explica o professor.

Por ter conhecimento em formulações, análises clínicas, farmácia clínica e cosmetologia, o farmacêutico possui algumas vantagens para atuar como profissional esteta. “Há uma possibilidade enorme de o farmacêutico despontar como profissional de referência em estética, principalmente quando falamos de envelhecimento cutâneo, pois ele é treinado desde a graduação a reconhecer e tratar essa disfunção estética tão comum”, observa Sousa.

Com as expertises que possui, o farmacêutico tem nas mãos um arsenal importante para tratar os pacientes no consultório da melhor maneira possível, continua o professor. “Sabemos que o paciente que procura o consultório do farmacêutico esteta necessita de uma abordagem múltipla para tratar suas queixas, e o farmacêutico é o profissional mais habilitado para lidar com essa situação”.

Existem inúmeras possibilidades de atuação no envelhecimento cutâneo, revela Sousa. “Podemos iniciar com a indicação de bons protetores solares, que tenham FPS e PPD adequados para cada tipo de pele, além da prescrição de nutracêuticos com ação antioxidante, antiglicante e rejuvenescedores que visam melhorar a qualidade da pele de dentro para fora”.

Fechado o ciclo de tratamento oferecido ao paciente estão os procedimentos realizados em consultório como intradermoterapia com polivitamínicos e ácido hialurônico não reticulado, microagulhamento e ozonioterapia. Além de tratamentos mais complexos como a utilização de bioestimuladores de colágeno, que consiste na aplicação dérmica de produtos que iniciarão um processo inflamatório controlado com posterior formação de novas fibras de colágeno na região. “São inúmeras as opções de tratamento que podem, inclusive, serem combinadas de acordo com a avaliação correta do paciente”, frisa Sousa.

De acordo com o professor, os resultados esperados são o estímulo de produção de novas fibras de colágeno e a renovação da matriz extracelular, formando um tecido mais firme e sustentado, consequentemente mais jovem. “Todas as técnicas têm como finalidade a renovação tecidual, o que é muito importante para o rejuvenescimento”, salienta o professor.

Mas os resultados dos tratamentos estéticos, assim como os produtos utilizados e as respectivas tecnologias para tratar as disfunções, são extremamente dependentes da técnica do profissional. Ou seja, “se o profissional não conhecer os diferentes tipos de tecido, técnicas de manuseio do paciente e as características fisiológicas de cada compartimento do corpo humano pode acabar realizando os procedimentos estéticos de forma inadequada acarretando intercorrências ou resultados insuficientes”, assinala Sousa.

Por isso que o profissional de estética precisa conhecer as camadas da pele, a localização dos compartimentos de tecido adiposo e como eles se comportam fisiologicamente, o funcionamento e disposição das fibras musculares e as estruturas ósseas, além de como ocorre o envelhecimento e rearranjo dessas estruturas. O conhecimento da anatomia corporal e principalmente facial torna-se imperativo.

Tecidos do corpo

As centenas de tipos de células existentes nos organismos animais podem ser agrupadas em quatro grandes conjuntos, denominados tecidos: epitelial (recobre a pele), conjuntivo ou conectivo (preenche e faz a conexão com outros tecidos do corpo), nervoso e muscular.

O tecido epitelial é composto por células de diferentes formatos, muito próximas entre si, unidas por junções e separadas por reduzida quantidade de matriz extracelular. É um tecido coeso, bem conectado, por isso tem a função de proteção contra agentes externos. Sua função é de revestimento de superfícies, tanto a externa do corpo, quanto as internas – cavidades e tubos ocos (ductos excretores, vasos sanguíneos, órgãos ocos).

Já o tecido conjuntivo tem a função de sustentação do corpo, dos órgãos, vasos e nervos, bem como é o local de reação inflamatória e imunitária e da produção de células sanguíneas. É formado por células de diferentes formatos, geralmente separadas por grande quantidade de matriz extracelular.

O tecido nervoso é composto por células dotadas de prolongamentos (neurônios), algumas capazes de transmitir impulsos nervosos e outras com funções de suporte, separadas por reduzida quantidade de matriz extracelular. Sua função é de monitoramento de estímulos externos e internos, integração de informações, coordenação e controle de muitas atividades do corpo, como as motoras e glandulares.

Por fim, o tecido muscular tem como função o movimento do corpo e de seus órgãos, decorrente do encurtamento (contração) das células musculares. É formado por células alongadas separadas por reduzida quantidade de matriz extracelular.

Pele

A pele atua como um manto de revestimento do organismo, sendo indispensável à vida, pois isola os componentes orgânicos do meio exterior. Ela é composta por três grandes camadas de tecidos: epiderme (camada superior), derme (camada intermediária, rica em colágeno e elastina) e a hipoderme ou tecido subcutâneo (camada profunda, tecido adiposo).

Variando entre 0,8 a 1,4 mm de espessura, a epiderme é avascular e possui camadas de células pavimentosas – tecido epitelial pavimentoso queratinizado. Há quatro camadas da epiderme: basal (mais profunda, com sucessivas células que se dividem), espinhosa (mais espessa), granulosa (segunda camada a partir da superfície) e córnea (última camada, de células mortas, quer perderam suas estruturas intracelulares).

A epiderme forma a camada chamada hidrolipídica, constituída por uma parte aquosa (líquida), outra de lipídios (gordurosa). Juntamente com sebo e suor forma a camada protetora, barreira natural do corpo contra agentes invasores, micro-organismos, além da regulação do pH da pele.

epiderme

São quatro os tipos celulares da epiderme: queratinócitos, as principais células da pele e que produzem a queratina (proteção e resistência); melanócitos, responsáveis por produzir a melanina (que dá cor e resistência da pele contra raios UV); células de Langerhans (fagocíticas e apresentadoras de antígenos); e as células de Merkel, cuja função é sensorial – recebem estímulos nervosos e levam essa informação à pele (sensação de temperatura, tato, dor).

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Os melanócitos se localizam principalmente na camada basal da epiderme e contêm no seu citoplasma organelas especializadas, denominadas melanossomas, onde ocorre a síntese da melanina. A enzima tirosinase regula a produção de melanina, a qual se inicia pela oxidação da L-tirosina à L-dopa.

“A melanina confere a coloração e permite a classificação dos fototipos de pele. Na estética, é necessário haver uma classificação dos fototipos, para poder realizar determinados tipos de procedimentos estéticos”, explica farmacêutico e professor da pós-graduação em Estética Avançada: Procedimentos, Consultório e Gestão no ICTQ, Glauber Pacheco Arêas.

Arêas, que ministra uma aula específica sobre anatomia facial e corporal na pós-graduação do ICTQ, lembra que quando a melanina é produzida de forma anormal, exagerada, leva a uma disfunção estética chamada de melasma, que forma uma coloração mais escurecida na pele. “Pessoas que possuem essa disfunção estética precisam fazer uso de bloqueadores da tirosinase”, diz o professor. 

Com espessura que varia entre de 1 a 4 mm, a derme é fortemente irrigada e inervada. Sua função é dar sustentação e nutrição à epiderme e aos anexos. É um tecido conjuntivo e constituído por fibras de colágeno e elastina. Possui variedade de tipos celulares e abundante substância fundamental amorfa (SFA).

Na derme ocorre o fotoenvelhecimento, que é o envelhecimento por estímulos de luz, seja solar ou luz ambiente. A disfunção estética é chamada de elastose (envelhecimento cutâneo por estímulos de luz). Nesse caso, as fibras de colágeno são degradadas, têm a estrutura danificada, e as elásticas aumentam em número para compensar.

“Nesse método compensatório, o tecido começa a produzir fibras de elastina, que dão uma elasticidade maior à pele. Por isso que há uma queda no tecido epitelial no rosto. A pele de pessoas mais idosas tende a ser mais caído justamente porque tem mais fibras elásticas do que de colágeno”, explica Arêas.

Outra disfunção estética bem conhecida são as estrias, que ocorrem principalmente devido à desestruturação das fibras elásticas. Isso é causado por diferentes motivos: crescimento acelerado dos jovens na puberdade, gravidez, obesidade e uso prolongado de glicocorticoides, além de fatores hormonais e genéticos.

“Há dois tipos de estrias – albas (esbranquiçadas), nas quais a cicratização ocorreu há mais tempo e são mais difíceis de tratar, e rubras (avermelhadas), mais recentes, que têm uma resolutibilidade maior”, diz o professor do ICTQ.

Já a hipoderme é a camada mais profunda da pele (abaixo da derme). Ela é bastante vascularizada e inervada e composta por tecidos conjuntivo e adiposo. Suas funções são de armazenamento de reserva energética do organismo, proteção contrachoques mecânicos, manutenção térmica e suporte tecidual.

“O tecido adiposo é importante quando se fala em preenchimento, sustentação da pele. No rosto existem os coxins de gordura, que estão localizados abaixo da superfície da pele. Eles ajudam a fornecer volume, contorno facial e convexidade ao rosto. Com o envelhecimento, ocorre perda gradativa desses coxins e de volume tecidual, levando a um caimento do tecido epitelial”, explica Arêas.

De forma geral, o processo de envelhecimento tem a ver com diversos fatores, que vão do fotoenvelhecimento à perda estrutural, perda de estruturas que suportam à pele. “Por isso que os procedimentos estéticos, como preenchimento, harmonização facial, buscam trazer de volta o volume perdido” completa o professor.

Popularmente conhecida como celulite, a fibroedema gelóide (FEG) ocorre quando há formação de pontos de ancoragem devido ao estiramento das fibras de colágeno. Segundo o professor Arêas, existem três teorias que buscam explicar as causas da celulite: arquitetura subcutânea do tecido conjuntivo, alterações vasculares e inflamação reincidente.

As mulheres representam mais de 90% da população acometida com essa disfunção estética. Conforme esclarece o professor, há uma diferença da disposição do septo fibroso (fibras colágenas e reticulares) na mulher e no homem. “A hipoderme do tecido feminino tem uma característica radial – as fibras de colágeno se formam perpendicular à camada da pele, enquanto nos homens o septo de fibras de colágeno tem uma conformação oblíqua e em várias direções, além de serem em número maior”.

Dessa forma, há septos ancorando o tecido epitelial com mais firmeza nos homens, mesmo que ocorra um aumento dos adipócitos não há a destruição da pele, não aparecem afundamentos. “Nas mulheres há um aumento dos adipócitos que acaba comprometendo a arquitetura subcutânea do tecido, de modo que as fibras de colágeno que formam o septo de ancoragem do tecido dérmico ‘puxam’ em algumas regiões, formando aquele aspecto que lembra uma casca de laranja. Nos homens, devido à conformação das fibras de colágeno, do septo de ancoragem, isso não ocorre com tanta facilidade”.

Outro processo que leva ao aumento da formação da celulite são as inflamações recorrentes ou crônicas na região, pois a inflamação leva a um aumento das fibras de colágeno que formam septos e promovem a extrusão do tecido hipodérmico, modificando a arquitetura hipodérmica.

Ossos

Assim como é importante conhecer a pele e suas características, segundo os especialistas, também é fundamental que o farmacêutico esteta tenha conhecimentos sobre a estrutura óssea do organismo, especialmente a organização anatômica e funcional dos ossos da cabeça. “As regiões da face e do pescoço são muito requisitadas para procedimentos estéticos. Por isso é importante conhecê-las bem, respeitando as características individuais da pessoa”, preconiza Arêas.

A cabeça possui mais de 20 ossos individuais, conectados uns aos outros, em sua maioria, por articulações ossificadas, as chamadas suturas. Ela é subdividida em ossos faciais e ossos cranianos. Seu formato é ovóide, sendo o osso frontal o limite superior e osso mandíbula o limite inferior.

Com o envelhecimento facial, há uma perda da estrutura óssea que se soma a outros fatores como a desestruturação da pele e a diminuição dos coxins de gordura. “O somatório desses fatores promove uma perda estrutural global. A partir disso, é realizado procedimentos estéticos que visam preencher essas regiões, colocar nelas substâncias biocompatíveis, que foram danificadas com o envelhecimento”, diz o professor.

Mas para isso, é importante dominar bem as estruturas para promover um melhor atendimento estético ao paciente. “Nos ossos frontais, é fundamental conhecer, por exemplo, a região da glabela, que se localiza entre as sobrancelhas, um local que tem a passagem de muitos vasos sanguíneos e nervos para a região ocular. O farmacêutico esteta tem que saber identificar essa região para evitar intercorrências, complicações devido a procedimentos estéticos”, alerta o professor.

Na região anterior da face está o osso nasal, que dá o formato do dorso do nariz. Na lateral da cabeça há o osso temporal, que é também importante para a calota craniana. Na área chamada de maçã do rosto está o osso zigomático. “Com o envelhecimento, pode ocorrer uma perda óssea nessa região e as pessoas costumam procurar os profissionais de estética para fazer preenchimento na área do zigomático”.

Na região do maxilar e da mandíbula estão os ossos forame. “Aqui também é preciso de cuidado para realizar procedimentos, pois passam muitos vasos e nervos importantes para a região da face. Já na região orbital deve-se evitar procedimentos estéticos, para não ter alguma intercorrência”, aconselha Arêas.

Músculos

O profissional esteta deve conhecer a organização anatômica e funcional dos principais músculos da face. Ali há uma camada delgada de músculos, localizados logo abaixo do tegumento. Em sua maioria, inserem-se na pele, podendo ainda se inserir na mucosa ou nas fáscias musculares. Esses músculos exercem funções fundamentais na alimentação, mastigação, fonação, piscar dos olhos e mímicas faciais.

Como na região da face há uma camada pequena de tecido epitelial, os músculos estão bem próximos da superfície. Por conta dos muitos e repetidos movimentos faciais aparecem as finas linhas de expressão e rugas, o que faz com que muitas pessoas procurem tratamentos estéticos para amenizar esses traços.

Um dos músculos cutâneos do crânio é o occipitofrontal, que tem origem na aponeurose epicraniana (linha nucal superior e base do processo mastóide). Ele tem a ação de elevar a pele da região do supercílio provocando sulcos horizontais. É o responsável pelas expressões de surpresa e espanto.

“Como ele tem a função de elevar a pele da região do supercílio, acaba provocando sulcos horizontais na região da testa. Essas linhas podem ser corrigidas por meio da aplicação da toxina botulínica (botox)”, revela Arêas.

Em outras áreas da face aplica-se o preenchedor entre o tecido subcutâneo (hipoderme) e a camada muscular logo abaixo. “Conhecer a anatomia facial, as camadas da pele e a musculatura da região é muito importante para se fazer um procedimento corretamente, minimizar possíveis intercorrências, seja por meio de agulha ou cânula”, diz Arêas.

No músculo levantador do lábio superior e da asa do nariz também pode ser aplicada a toxina botulínica, para corrigir o sorriso gengival. “Há cursos específicos para aprender a localização e aplicar o produto no ponto exato, pois se o profissional esteta não tem bom conhecimento da anatomia dessa região pode acabar paralisando um músculo errado, comprometendo toda a mobilidade da região”, explica o professor.

Já se a toxina botulínica for aplicada de forma errada também no músculo levantador do lábio superior “pode fazer a pessoa ter o sorriso paralisado, levando a um prejuízo na expressão facial do paciente”, argumenta Arêas.

Outros músculos que podem ser tratados com a toxina butolínica são os cutâneos do pescoço, que tem a ação de elevar e tracionar a pele do pescoço e do ombro. Sua movimentação leva à formação de linhas transversais no pescoço.

“De forma geral, todos os músculos da região da face devem ser conhecidos e detalhados, para se fazer um procedimento estético de forma correta e segura, evitando intercorrências e resultados indesejados pelo paciente. O profissional esteta tem que ter um domínio dos músculos da face, cabeça e pescoço, para que possa executar todos os procedimentos necessários”, recomenda o professor.

Vascularização e nervos da face e do pescoço

Além do conhecimento prévio da pele, dos ossos e dos músculos que constituem a cabeça, o profissional esteta tem que conhecer os principais vasos sanguíneos da região do crânio e da face, que está repleta de artérias e veias, e os nervos ali presentes.

vascularização

“É de extrema importância o conhecimento dos vasos sanguíneos e o seu trajeto, uma vez que lidamos com procedimentos minimamente invasivos nessa região”, afirma Arêas, destacando que se deve ter atenção especial aos vasos próximos dos olhos e do nariz.

Essa área o professor classifica de ‘região do perigo’, pois envolvem artérias e veias com funções altamente sensíveis. No caso das artérias, passam pela região dos olhos e nariz quatro delas: supra-orbital, supratroclear, dorsal do nariz e angular. Nessa região também estão veias importantes: supra-orbital, supratroclear, oftálmicas superior e inferior, angular e infra-orbital.

“Deve-se evitar o conjunto de artérias nos procedimentos que envolvem preenchedores principalmente. A artéria supra-orbital irriga toda a região ocular, a supratroclear também atende a região medial dos olhos, a dorsal irriga o dorso do nariz e a angular tem início no ângulo da asa do nariz. Uma região muito perigosa”, diz o professor.

“Ao realizar um procedimento estético nessa área e injetar o preenchedor em um desses vasos acabará com uma oclusão deles ou uma compressão que levam a quadros isquêmicos. Pode gerar desde uma necrose na região do nariz até uma cegueira, uma vez que há vasos que irrigam os olhos. É uma região que se deve ter muito cuidado quando for trabalhar. Além disso, é preciso lembrar que a artéria facial é muito tortuosa, tem vários ramos, alguns deles irrigam também os lábios”, diz Arêas.

Além do conhecimento dos vasos que passam nessa região, o professor lembra que cada pessoa possui variações anatômicas. “É necessário saber o local aproximado em que passa determinado vaso e tentar fugir desse local quando for fazer um procedimento com a inoculação de uma substância biocompatível, seja por meio de agulhas, que é muito mais delicado, ou por cânulas”.

Os nervos cranianos possuem nomenclatura específica e podem ser classificados em motores, sensitivos e mistos. Eles fazem a conexão com o encéfalo por meio das fibras motoras. Todos os músculos faciais são inervados pelo nervo facial, exceto o músculo levantador da pálpebra superior, inervado pelo óculo-motor.

Segundo Arêas, o principal nervo da região da face e que se deve ter conhecimento e atenção especial do profissional esteta é o facial, um nervo misto (possui raízes motoras e sensitivas) – a raiz motora supre os músculos da expressão facial e a sensitiva tem a ver com as sensações.

Outro cuidado que o profissional deve ter é com a anestesia por bloqueio de nervos com injeção. “Nem todo profissional de pós-graduação em estética pode fazer. É necessário consultar o Conselho de Classe para saber se tem autorização para isso”, revela Arêas.

Saiba mais sobre anatomia facial e corporal

Para obter mais esclarecimentos sobre anatomia facial e corporal voltada à estética, o ICTQ oferece um curso específico sobre o tema. Assista abaixo a um trecho de uma videoaula que faz parte do conteúdo.

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