Quebra-pedra será o primeiro fitoterápico industrializado do SUS

Quebra-pedra será o primeiro fitoterápico industrializado do SUS

A formação de cálculos renais, conhecida popularmente como pedra nos rins, está entre as causas mais comuns de dor intensa e atendimento de urgência no país. Todos os anos, milhares de brasileiros recorrem a prontos-socorros, internações e procedimentos especializados para tratar o problema, que além do impacto direto na qualidade de vida dos pacientes, gera pressão constante sobre as filas e os gastos do Sistema Único de Saúde.

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Diante desse cenário, o Brasil dá um passo relevante ao avançar no desenvolvimento do primeiro fitoterápico nacional à base do quebra-pedra. A planta Phyllanthus niruri, amplamente utilizada na medicina tradicional, está sendo estudada por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz com o objetivo de integrar a lista de medicamentos distribuídos pelo SUS.

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A iniciativa busca transformar um conhecimento popular em um produto padronizado, seguro e respaldado por evidências científicas. A expectativa é oferecer uma alternativa terapêutica que auxilie tanto na prevenção quanto no manejo dos cálculos renais, especialmente em pacientes que enfrentam episódios repetidos da doença.

Ao contrário da ideia difundida pelo nome, o quebra-pedra não atua apenas sobre o cálculo já formado. Estudos indicam que seu principal efeito está na prevenção. A planta pode interferir na estrutura dos cristais que dão origem às pedras, dificultando que eles se agreguem e se fixem nos rins. Esse mecanismo reduz a chance de surgimento de novos cálculos e também a recorrência em pessoas que já tiveram o problema.

Outro possível benefício é o auxílio na eliminação de fragmentos após procedimentos como a litotripsia, técnica que utiliza ondas de choque para quebrar os cálculos. Ao favorecer a expulsão desses resíduos, o fitoterápico pode contribuir para uma recuperação mais eficaz e com menor risco de complicações.

Com a redução da formação e da repetição dos cálculos renais, a incorporação do fitoterápico ao SUS tem potencial para diminuir internações, intervenções de alta complexidade e a sobrecarga do sistema público. A proposta representa não apenas um avanço terapêutico, mas também uma estratégia de cuidado preventivo com impacto positivo na saúde coletiva.

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