Farmacêutico na estética conquista autonomia financeira

Farmacêutico na estética conquista autonomia financeira

A atuação do farmacêutico no contato direto com o paciente, com vistas à promoção da saúde, tem ampliado as possibilidades de trabalho, inclusive permitindo sua atuação numa das áreas mais promissoras da atualidade: a de estética. Esse mercado tem crescido vertiginosamente e proporcionado ganhos expressivos e, consequentemente, autonomia financeira aos profissionais.

A forte repercussão da farmácia estética nos últimos anos levou os farmacêuticos a vislumbrar melhores salários, assim como uma jornada de trabalho mais convidativa. Para muitos é a possibilidade de uma guinada na carreira.

“Eu pensei em trabalhar com estética depois de me decepcionar com as áreas de trabalho anteriores. Sou farmacêutico-bioquímico e nunca gostei de trabalhar em escala de plantão, pois consome muito da nossa energia, sem contar que a remuneração quase sempre não é o suficiente. Comecei a ministrar aulas em faculdades particulares, que também foi bastante frustrante, pois desde a regulamentação das novas leis trabalhistas houve uma queda significativa na remuneração dos professores. Por isso decidi que queria ter autonomia financeira e começar a ser diretamente responsável pelo meu salário mensal”, revela o especialista em Farmácia Estética e Análises Clínicas e coordenador da pós-graduação em Farmácia Estética Clínica do ICTQ – Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para o Mercado Farmacêutico, Pedro Sousa.

Para a coordenadora da Comissão de Farmácia Estética e conselheira do CRF-GO, Layane Glacielly, a opção por atuar na estética veio quando ela estava desempregada e sentia dificuldades de recolocação no mercado. Ela também compreendeu que o emprego em uma drogaria, por exemplo, não lhe permitiria conciliar o trabalho com a criação do filho, à época, recém-nascido. A estética foi a oportunidade de Layane harmonizar maternidade e carreira profissional.

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Diferenciais

Segundo Layane, em farmácia estética o farmacêutico não irá lidar com pessoas doentes, com patologias em si, mas com disfunções estéticas, autoestima, beleza e bem-estar. Além disso, o profissional vivenciará, na prática clínica, tudo aquilo que ele entende por cosméticos, aplicando diretamente no paciente para obter resultados exitosos.

É válido destacar que a importância dos procedimentos estéticos vai além da autoestima. A saúde estética é utilizada para tratar disfunções estéticas, retardar o envelhecimento e melhorar a qualidade de vida do paciente, conceitualmente ligada à saúde e não apenas a questões sociológicas de padrões mais aceitáveis que outros.

“Acredito que o principal diferencial da farmácia estética, realmente, é a possibilidade de o farmacêutico utilizar sua expertise para ser dono do próprio destino. Dentro das outras áreas de atuação - com exceção de farmácia clínica em que já existe alguma possibilidade de autonomia -, o profissional de farmácia é um empregado, e quase sempre fica à mercê de pisos salariais vergonhosos. No mercado de estética, o profissional habilitado pode trabalhar por conta própria, sendo completamente autônomo e dono do próprio futuro”, assegura Sousa.

O professor afirma que atualmente possui um ganho mensal muito superior ao que tinha trabalhando como plantonista de laboratório clínico.

Layane complementa que os ganhos do farmacêutico esteta dependem da área onde o profissional irá atuar. Segundo ela, geralmente, o segmento de procedimentos minimamente invasivos, como botox, preenchimento, fios que envolvem a harmonização facial, têm uma procura de pacientes muito grande, portanto, o lucro também é maior.

“Atuar na estética me deu a possibilidade de ser dona no meu próprio negócio e poder fazer a minha agenda com horários de atendimento”, ressalta a especialista.

Sousa valida a fala da Conselheira do CRF-GO e diz se sentir inteiramente autônomo com a farmácia estética. O professor salienta que o farmacêutico esteta pode colocar em prática diversas habilidades que são aprendidas na faculdade e na pós-graduação, tudo por conta própria e sem ter que pedir autorização de alguém.

“No meu entendimento é uma libertação, pois, na grande maioria das áreas de atuação do farmacêutico, o profissional é subordinado ou preso a alguma legislação que não permite o pleno exercício da profissão”, fala o professor.

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Procedimentos mais procurados

Além de esclarecer sobre a atuação do farmacêutico esteta e facilitar a busca do profissional pelo aperfeiçoamento e inserção no mercado de trabalho, a Resolução 616/15, do Conselho Federal de Farmácia (CFF), indica os principais procedimentos realizados pelo profissional nessa área: toxina botulínica, preenchimentos dérmicos, carboxiterapia, intradermoterapia/mesoterapia, agulhamento e microagulhamento e criolipólise.

“Os procedimentos mais procurados são sempre aqueles que mais saem na mídia ou que são realizados por pessoas influentes. Aplicação de toxina botulínica, preenchimentos utilizando ácido hialurônico - como na região da boca, olheiras e projeção de ângulos faciais - têm uma procura muito boa, além de protocolos de redução de gordura localizada, estrias, celulites e microvasos”, reitera Sousa.

Autonomia

Apesar de tudo, junto com a autonomia profissional vem também uma maior carga de responsabilidade. Na farmácia estética, os farmacêuticos são responsáveis por diagnóstico, tratamento e resolução de problemas relacionados aos procedimentos estéticos utilizados dentro da prática clínica, por isso, é essencial que o profissional não pare de se capacitar para não cometer erros ou para saber como contorná-los.

Escolher curso de pós-graduação com uma grade curricular compatível com essa responsabilidade é praticamente condição sine-qua-non para uma atuação com resultados sempre melhores. A especialização forma o profissional com a plena capacidade de realizar todas as etapas que compreendem um tratamento estético.

“Quanto mais o profissional busca aperfeiçoamento e capacitação, mais ele terá autonomia em sua carreira profissional, tanto em aspectos financeiros como também para gerar autoridade no mercado da estética”, declara Layane.

Para Sousa, a busca pela autonomia profissional vem ganhando força entre os farmacêuticos, que agora conseguem enxergar no horizonte uma saída para a insatisfação com a graduação escolhida. Ele acredita que esse cenário começou a mudar depois do crescimento da área de farmácia clínica, que agora, em alguns lugares, possibilita a atuação do profissional de forma autônoma, porém ainda é uma área que está engatinhando e irá demorar um pouco mais até que os farmacêuticos consigam efetivamente se estabelecer nela.

A estética é um campo consolidado, em crescimento exponencial e com um mercado cada vez mais disposto a aceitar profissionais bem capacitados. O Brasil é o terceiro país no mundo – ficando atrás somente de Estados Unidos e China – que mais consome estética, por isso a possibilidade de ganhos é enorme com um mercado cada vez maior, possibilitando aos farmacêuticos agir de forma disruptiva, agregando valor e utilizando ferramentas comuns da farmácia para se destacar nesse mercado.

“Ao se analisar de acordo com a formação, o farmacêutico é um dos profissionais mais capacitados para trabalhar nessa seara, pois dentro das competências aprendidas durante a graduação estão pontos importantes, como conhecimento de ativos que podem ser manipulados – prescritos – e utilizados para potencializar resultados de procedimentos e habilidades clínicas que são essenciais no atendimento dos pacientes com disfunções estéticas”, garante Sousa.

Legislação

O farmacêutico esteta passou a ser uma especialidade reconhecida e regulamentada pelo CFF por meio das Resoluções 616/15 e 645/17, entre outras, que estabelecem os pré-requisitos para se tornar um farmacêutico esteta.

Para atuar em estabelecimento de saúde estética, mesmo que não possua experiência prévia, o farmacêutico precisa apresentar ao Conselho Regional de Farmácia (CRF) de sua jurisdição um certificado de pós-graduação lato sensu na área de saúde estética, reconhecido pelo Ministério da Educação. A Resolução 616/15 também cita a possibilidade de se realizar um curso técnico, desde que ele seja reconhecido pelo CFF. Profissionais que nunca atuaram na área, necessariamente, precisam realizar uma pós-graduação.

A Resolução 616/15 atribuiu ao farmacêutico esteta a possibilidade de realizar recursos terapêuticos invasivos não cirúrgicos, como, criolipólise, aplicação de toxina botulínica, agulhamento e microagulhamento estético, preenchimento dérmico, intradermoterapia, mesoterapia, entre outros.

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